Sintax quer unir forças contra transportes clandestinos em Aracaju
Taxistas da capital podem parar caso não haja punição mais rigorosa Cotidiano 24/04/2014 12h00Por Fernanda Araujo
Os taxistas de Aracaju estão revoltados com os transportes clandestinos que circulam na capital, a exemplo de táxis. Eles prometem parar a cidade com manifestações caso as fiscalizações contra esse tipo de transporte não sejam intensificadas pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT) e se tornem mais rigorosas.
O vice-presidente do Sindicato dos Taxistas de Sergipe (Sintax), Gerson Ferreira, afirma que a SMTT realiza as fiscalizações, mas os taxistas clandestinos e os veículos de placa cinza não estão sendo coibidos de forma significativa. Essa situação será abordada em reunião com a diretoria do órgão, às 19h, nesta quinta-feira (24).
Gerson denuncia que taxistas de outros municípios como Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, constantemente circulam em Aracaju para oferecer seus serviços de bandeira. Além disso, pessoas utilizam o seu transporte particular (placa cinza) como serviço de táxi irregular, desta forma dividindo o espaço dos taxistas legalizados. A estimativa do Sintax é de que em Aracaju e na Grande Aracaju há mais de 2 mil veículos de transporte clandestino, competindo com 2.179 táxis legalizados.
“Eles não se sentem amedrontados pela fiscalização. Isso está atrapalhando a sobrevivência do taxista de Aracaju. Sem contar que o transporte de placa cinza faz a lotação de toda Aracaju. Santa Maria, no Santa Lúcia, Coroa do Meio, Augusto Franco, Aeroporto, do Terminal Rodoviário. Não é justa essa concorrência desleal”, afirma.
Segundo Gerson, o sindicato orientou a categoria para esperar a reunião, no entanto, se não houver entendimento com a SMTT pedirá nova reunião com o prefeito João Alves Filho. Se ainda permanecer o impasse haverá paralisação.
Gerson Ferreira entende que a clandestinidade também está quebrando as empresas de ônibus. Ele sugere que os seus representantes se manifestem e coloquem microônibus (ligeirinhos) nesses bairros, já que são locais com pouco acesso de transporte público e em tempo hábil, o que gera procura da população pelo irregular. Ele explica que o táxi bandeira que vem do interior pode trazer passageiros para Aracaju e retornar para o município de origem. Mas, não pode circular dentro da capital. “Se um taxi bandeira de Aracaju entrar na Barra dos Coqueiros com o luminoso em cima do carro, esse táxi é apreendido e multado. Isso é preciso que aconteça aqui também”, diz.
A categoria pede ainda que um Projeto de Lei, de Maceió (AL), que estabelece multa de R$ 2.180 a táxis clandestinos, seja proposto na Câmara Municipal de Aracaju e sancionado pelo prefeito. O sindicato relata que essa lei foi entregue aos vereadores e ao prefeito há mais de oito meses, e até o momento não houve resposta. A multa para motoristas que fazem serviço de táxi irregular na capital, atualmente, é de R$ 300 para veículos pequenos e R$ 600 para os de grande porte, defasada de acordo com o sindicalista.
“Quando alterar o valor da multa para R$ 2.180, 2.300 ou 2.500 como já existe em outros municípios, automaticamente vai ter força para combater a clandestinidade. Sabemos que tem alguns vereadores da capital e alguns deputados estaduais que apoiam a clandestinidade. Não cito nomes para não dar ibope para eles, mas posso garantir. Pedimos apoio às autoridades judiciais, do Ministério Público e a todas as autoridades para que combatam isso”, afirma Gérson.
SMTT
Toda a cúpula da SMTT, inclusive o superintendente Nelson Felipe, estará presente na reunião. O assessor de comunicação, Flávio Vasconcelos, reafirma que o órgão realiza as fiscalizações, vários veículos são apreendidos, no entanto, não há como atender a todos locais ao mesmo tempo. Mas, segundo ele, hoje na reunião, dentre outras demandas da categoria, serão discutidas que ações podem ser intensificadas visando o combate à clandestinidade. À imprensa, o diretor de Transporte Público, coronel Péricles Menezes, disse que é preciso um combate não só pela SMTT, como também pelo Ministério Público Estadual e pelos vereadores, criando leis mais rigorosas para punir os clandestinos Péricles Menezes afirmou que mandou ofício para o MPE solicitando apoio, mas não recebeu resposta.
Foto: arquivo F5 News

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