Saúde
Síndrome inflamatória em crianças pode estar associada ao coronavírus
Em Sergipe, mais de 200 pacientes com Covid-19 têm até 14 anos de idade
Cotidiano 23/05/2020 14h57

O Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), emitiu nota de alerta a respeito de uma possível relação entre a infecção pelo novo coronavírus e a manifestação de uma síndrome inflamatória multissistêmica em crianças e adolescentes. 

Até então, destacava-se os adultos acima de 60 anos com comorbidades (diabetes, hipertensão ou obesidade, por exemplo) como grupo de risco. Contudo, embora crianças e adolescentes infectados em geral apresentam formas assintomáticas, leves ou moderadas da Covid-19, "podem desenvolver manifestações clínicas exuberantes e graves", diz a nota.

Em Sergipe, cinco óbitos de menores já foram registrados em decorrência do coronavírus, apenas dois deles tinham doença pré-existente. No estado, já foram confirmados 202 casos de Covid-19 entre pacientes com até 14 anos de idade. 

Inicialmente identificada no Reino Unido, a síndrome inflamatória já foi também relatada em países como Espanha, França e Estados Unidos. Conforme observado pelos especialistas, o quadro pode ser caracterizado como uma espécie de reação exacerbada do organismo à infecção, provocando uma inflamação generalizada. 

Dentre os sintomas principais enfrentados pelas crianças e adolescentes que manifestaram o problema, estão a febre acima de 38º, erupções na pele, dor abdominal, conjutivite não purulenta, vômito, diarreia e edema nas mãos e nos pés. A reação inflamatória pode ainda acometer o músculo do coração, além de quadros de choque com hipotensão e taquicardia. 

A nota, contudo, salienta que ainda não há evidências conclusivas da relação entre a síndrome inflamatória multissistêmica e a Covid-19, chamando atenção principalmente para a coincidência temporal na observação do aparecimento de tais casos em meio à pandemia. 

"Embora esses casos descritos tragam preocupação em relação a uma característica nova da COVID-19 em crianças e adolescentes, vale ressaltar que tais ocorrências foram raras até o momento, frente ao grande número de casos com boa evolução da doença na faixa etária pediátrica, pouca gravidade e excelentes desfechos clínicos", traz o documento. 

 

*Com informações do Diário do Nordeste

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