Sindpen denuncia irregularidades na nova cadeia de Estância (SE)
Cotidiano 28/11/2016 08h56 - Atualizado em 28/11/2016 11h23Por Will Rodriguez
O governo de Sergipe inaugura, nesta segunda-feira (28), a Cadeia Pública de Estância, no centro-sul do Estado, oito meses após a conclusão da obra. Antes mesmo de receber os detentos, a unidade prisional já é alvo de denúncias do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindpen).
De acordo com o presidente do Sindpen, Luciano Nery, o presídio está localizado a menos de 50 metros de uma torre de telefonia, o que além de um perigo à saúde, pode facilitar ainda mais o acesso dos presos a celulares, uma vez que o sistema prisional não dispõe de bloqueadores de sinal.
“Ao invés do Estado colocar bloqueador de celular, tem uma torre telefônica. Nenhuma unidade no estado tem o bloqueador de sinal e vários crimes são coordenados de dentro das unidades, mas o governo não faz esse investimento. No Copemcan, em São Cristóvão, por exemplo, é quase diária a apreensão de aparelhos celulares”, aponta Luciano Nery.
Segundo ele, pesquisas realizadas em diferentes países apontam que a radiação emitida pelas antenas eletromagnéticas poderia provocar diversos tipos de câncer. “O correto seria que o prédio tivesse sido construído a, no mínimo, 500 metros de distância da torre”, observa Nery.
O sindicalista voltou a criticar a política de gestão do sistema prisional que vem sendo adotada pelo governo. Para Luciano, a abertura da nova cadeia não deve contribuir para desobstruir as carceragens superlotadas. “Há um déficit de mais de duas mil vagas nas oito unidades prisionais e três delas estão proibidas de receber novos presos. As 196 vagas que serão geradas com a cadeia de Estância devem contribuir apenas para diminuir o número de presos nas delegacias que já são mais de 300”, afirma o presidente do Sindpen.
Pelos cálculos do Sindpen, cada preso deve custar em média R$ 5 mil reais na nova unidade, que será gerida por uma empresa contratada, enquanto nos presídios geridos pela Sejuc, um detento não chegaria a custar R$ 2 mil.“É o reflexo da má gestão, da falta de planejamento, e não apenas do atual governo, culminando com o aumento da criminalidade”, conclui Nery.
Procurada para comentar as questões, a assessoria de comunicação da Secretaria da Justiça (Sejuc) se comprometeu a enviar uma nota, que não foi recebida até a publicação desta matéria.
Foto: Arquivo Agência Sergipe

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