Sindimed cobra segurança para médicos em unidades de saúde de Aracaju
Cotidiano 27/11/2015 15h45Por Fernanda Araujo
Diante dos casos recentes de agressões sofridas por médicos nos serviços de saúde do Município de Aracaju, o sindicato da categoria cobra da Secretaria de Segurança Pública e da Guarda Municipal segurança para todos os profissionais. Segundo os médicos, as agressões têm ocorrido na Unidade de Saúde da Família da capital e no Hospital Nestor Piva, zona norte.
Em nota de repúdio, o Sindimed retrata a falta de condições dignas para o exercício da profissão, tanto nas unidades do Estado como do Município, fato que se agrava diante da falta de segurança nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde.
Um dos casos de violência teve como vítima uma médica, agredida no posto de saúde onde trabalha. Depois de feito o Boletim de Ocorrência, a agressora foi condenada pela Justiça, em audiência conciliatória no último dia 25, a prestar serviços à comunidade por seis meses em uma jornada de seis horas semanais, em instituição indicada pela Vara de Execuções de Medidas e Penas Alternativas (Vempa). A sentença foi dada pelo Juizado Especial Criminal, em Termo Circunstanciado atendendo à solicitação do Ministério Público Estadual.
“Tais agressões evidenciam a necessidade de punições mais rígidas para tais situações que, a cada dia, se avolumam em nosso Estado. Não são os médicos os culpados pelo caos das unidades, eles também são vítimas de um sistema sem gerenciamento adequado e superlotado”, diz o Sindimed.
Ainda segundo o sindicato, somente nos últimos dias, dois profissionais médicos foram agredidos por pacientes em seus locais de trabalho. O último aconteceu domingo passado (22), no Nestor Piva.
Procurada pelo F5 News, a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que “os funcionários já prestaram boletim de ocorrência, e a situação está sendo apurada. E tanto os Hospitais Municipais, quanto as 43 Unidades de Saúde da Família, possuem segurança especializada”.

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