Sindicatos e movimentos populares comemoram o Dia da Mulher
Igualdade de direitos é a bandeira prioritária
Cotidiano 08/03/2013 12h00

Por Elisângela Valença

O dia 8 de março é sempre recheado de comemorações no mundo inteiro. Seja com festinhas, distribuição de flores e lembranças, todas as comemorações lembram o verdadeiro motivo do Dia Internacional da Mulher: a luta pela garantia de direitos. “Independente de onde foi criado, o importante é que, há 91 anos, celebramos a importância da luta das mulheres pela reivindicação de seus direitos”, disse Ivânia Pereira, secretária de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) e membro da União Brasileira de Mulheres (UBM).

O SEEB/SE fez distribuição de flores e panfletos no calçadão da João Pessoa, no Centro da cidade. Para ela, o Dia 8 de Março foi ampliando seu significado. “Inicialmente, a luta era apenas por melhores condições de trabalho. Hoje, continuamos lutando por isso e ainda temos que lutar contra a violência e acesso e garantia de direitos”, disse Ivânia.

“Por isso, trouxemos o slogan ‘mais políticas públicas e mais poder para a mulher’”, disse. “Não é só a criação de políticas públicas, mas garantir o acesso da mulher a essas políticas”, explicou. “E é garantir o acesso da mulher também ao poder: político, financeiro, econômico”, acrescentou. Segundo ela, a mulher teve direito ao voto, no Brasil, há 81 anos e ela ainda recebe 36% menos que o homem no exercício da mesma função.

Já na praça da Catedral Metropolitana, partidos políticos, entidades sindicais e coletivos populares se reuniram para um ato unificado. Na pauta, a luta contra a violência e condições que estimulem a independência feminina.

A criação de creches é uma destas reivindicações. “A creche é importante para homens e mulheres trabalhadoras. Em Aracaju, são 7 mil crianças que precisam de creches e a rede não tem como atendê-las”, disse Gilvani Alves, do Movimento Mulher em Luta, do Sindicato Unificado dos Trabalhadores do Ramo Petroleiro, Petroquímico, Químico e Plástico dos Estados de Sergipe & Alagoas (Sindipetro SE/AL) e da Central Sindical Popular (CSP Conlutas).

Segundo Gilvani, as questões da mulher precisam ser encaradas com seriedade. “Os Municípios precisam ter casa abrigo para as vítimas de violência, as delegacias precisam ter pessoal especializado no atendimento à mulher, os salários precisam ser melhores, entre outras coisas”, afirmou.

“Uma sociedade livre é fruto de homens e mulheres iguais. O Dia da Mulher é para ser comemorado por homens e mulheres e as lutas femininas é para serem defendidas por homens e mulheres. Juntos”, disse Roberto Silva, diretor de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese).

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