Sindicatos criticam falta de segurança em caixas eletrônicos de Sergipe
Cotidiano 08/01/2016 13h33Por Fernanda Araujo
Nessa quarta-feira (7) aconteceu a primeira explosão de caixa eletrônico em Sergipe do ano 2016. Durante o ano passado, a Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE) registrou 17 explosões de caixas eletrônicos e quatro tentativas frustradas. Em 2014, 20 caixas foram detonadas em Aracaju e em mais de 16 cidades do interior. Nesse tempo várias quadrilhas de assaltos a bancos já foram desarticuladas, no entanto, os crimes continuam acontecendo com frequência.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb) denúncias foram feitas no Ministério Público, na Promotoria de Defesa do Consumidor. “Os bancos disponibilizam as salas de auto atendimento à noite e não tem vigilante armado. Ao mesmo tempo, a PM de Sergipe não garante a segurança da população nas ruas”, critica a presidente Ivânia Pereira.
Os bancários reclamam que a polícia deixa a desejar nas cidades do interior, onde acontecem arrombamentos em agências com maior frequência. “Em algumas cidades onde aconteceram arrombamentos fica apenas um policial na delegacia de plantão e os demais a noite não ficam naquela cidade. A cidade fica abandonada e os bandidos sabem disso", observa Pereira.
O Seeb já cobrou ao secretário de segurança pública, Mendonça Prado, a volta do Comitê Estadual de Segurança Bancária, parado há mais de quatro anos. O comitê é formado pela SSP, Superintendência da Polícia Civil, representantes dos bancos, empresas de vigilância, do Seeb, e do Sindicato dos Vigilantes. “É nesse comitê que acontece o monitoramento dessa violência contra os bancos e o monitoramento dos projetos de segurança bancária de cada banco, que é de responsabilidade da PF”, explica a presidente da categoria.Para o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp) falta policiamento ostensivo nas cidades, intensificar a fiscalização da entrada de explosivos e armamentos no estado – que são adquiridos com facilidade e em grande quantidade – e investir na segurança privada como um meio de prevenir esses transtornos.
“Se pegar todos os arrombamentos de cash e bancos são sempre na data entre os dia 30 e 10. Nesse período as prefeituras fazem pagamentos e os cashs têm alto volume de recurso e, normalmente, essas cidades são afastadas e desprovidas de um policiamento mais ostensivo. É um fator previsível e que precisa melhorar o planejamento. O vigilante não tem condições de combater esse tipo de crime, mas a presença dele na agência eliminaria o fator surpresa e o tempo que eles (assaltantes) precisam para preparar os explosivos. Se tem o agente de segurança ali, ele vai poder acionar a polícia mais rápido”, argumenta o presidente do Sindesp, Marco Aurélio Pinheiro.
Para a SSP, a frequência de explosões a caixas e agências acontece em todo o Brasil, principalmente no Nordeste. De acordo com a assessoria de comunicação da pasta, houve redução das ocorrências devido as investigações eficientes feitas pelo Cope. “No ano passado conseguimos desarticular quadrilhas que agiam em muitas dessas explosões. Temos uma taxa de elucidação muito boa. Isso está sendo levantado pelo delegado Jhonatas Evangelista, até próxima semana o levantamento será concluído”, afirma o assessor Renato Nogueira.
A SSP conclui que a presença de vigilantes durante a madrugada nos cashs seria importante, mas não se sabe se existe esse tipo de projeto nos bancos do país. Sobre o comitê, a assessoria deve conversar com o próprio secretário Mendonça Prado para saber se haverá a reativação ou não.
Foto principal: Banco do Brasil em Campo do Brito/arquivo F5 News

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