Sindicatos afirmam que contas do governo estadual são “maquiadas”
Nove categorias realizaram uma manifestação em frente à Assembleia Cotidiano 10/12/2014 15h50Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo
Nove sindicatos de servidores públicos estaduais encabeçados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) realizaram uma manifestação durante esta quarta-feira (10), em frente à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). A mobilização ocorreu diante da expectativa gerada pelas mudanças que o Executivo pretende implantar a partir da reforma administrativa. Os Projetos de Lei (PL) ainda devem ser votados pelos deputados, mas o funcionalismo já se adiantou com o objetivo de inibir a aprovação de medidas que “tirem os direitos dos trabalhadores”.
Para o presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, Fernando Cabral, é preciso que haja transparência na gestão dos recursos públicos, pois os relatórios que o governo apresenta são maquiados. "Não iremos permitir que o governador venha tirar os direitos conquistados na luta, ao longo das carreiras dos trabalhadores. Além disso, as carreiras não podem ser achatadas, sem os repasses das perdas inflacionárias”, defende.
Segundo o presidente eleito do Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco), Paulo Pedrosa, os recursos para o pagamento das folhas dos servidores estão mantidos e o governo estaria criando contas artificiais. “O que falta são recursos para obras e investimentos. Desde 2001 até 2004, a conta corrente do governo destinada ao pagamento dos servidores sempre teve saldo disponível, com despesa menor do que a receita. É solucionar o problema da forma correta, enfrentando a raiz e não artificializando, colocando a responsabilidade dos problemas na folha de pagamento, como se esse fosse o problema insolúvel, quando não é”, afirmou.Os sindicalistas também entendem que o enxugamento dos gastos, com os cortes de cargos comissionados, secretarias e serviços, é o caminho para valorização do funcionalismo. “Quando se começar a moralizar as contas públicas, poderemos de fato valorizar os trabalhadores efetivos do legislativo, executivo, e judiciário. Com a redução dos comissionados teremos uma margem para que os efetivos possam ser valorizados. Se há necessidade, nós apoiamos que essas reformas ocorram, mas sem causar prejuízos para nenhum dos trabalhadores e serviços prestados à população”, opina o representante do Sindicato dos Funcionários da Justiça de Sergipe (Sindjus), Gilvan Santos.
O secretário de Comunicação do Governo do Estado, Sales Neto, informou a F5 News que os projetos da reforma política devem ser encaminhados à Alese ainda nesta quarta.
Fotos: Fernanda Araujo

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