Sindicato diz que 90% dos petroleiros aderiram à greve em Sergipe
Cotidiano 04/11/2015 12h10Da Redação
Os funcionários da Petrobras em Sergipe continuam em estado de greve e, de acordo com o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE), 90% da categoria já aderiu ao movimento no estado, afetando a produção em pelo menos sete unidades operacionais. A Petrobras reconheceu que a paralisação afetou as operações da companhia: na segunda-feira (2), deixaram de ser produzidos 273 mil barris de petróleo, o que representa 13% da produção diária no Brasil. Em Sergipe, são produzidos 50 mil barris por dia.
Além disso, houve redução de 7,3 milhões de metros cúbicos de gás natural. De acordo com a Petrobras, isso significa 14% do gás oferecido, por dia, ao mercado brasileiro. Para ontem (3), a estimativa da companhia era fechar o dia com redução de 8,5% na produção de petróleo e de 13% em gás. Segundo o Sindipetro AL/SE, a produção de gás de cozinha é a única que não deve ser afetada.
Ainda assim, a estatal garantiu que, mesmo com o efeito na produção de petróleo e gás, “a distribuição está funcionando dentro da normalidade e não há previsão de desabastecimento do mercado”.
A empresa também destacou que a perda de produção provoca impacto direto na arrecadação de tributos recolhidos em favor da União Federal, estados e municípios e ainda nos royalties e na participação especial. A Petrobras informou que adotou as medidas necessárias para garantir a manutenção das atividades, a preservação das instalações e a segurança dos trabalhadores.
O secretário-geral da Federação Nacional de Petroleiros (FNP), Emanuel Jorge Cancella, disse que a entidade, além de não aceitar perdas de ativos, defende as questões salariais, como o reajuste de 18% para cobrir a reposição de perdas, aumento real e produtividade, enquanto a empresa ofereceu 8,11% de reajuste. A Companhia não informou quando pretende reabrir a mesa de negociações.

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