Sídrome de Down: conhecer para superar os preconceitos
Cotidiano 31/03/2017 09h49Joelina Abreu, psicóloga do Hapvida, coloca que a síndrome de Down não se trata de uma doença. “A síndrome de Down não é uma doença, é uma alteração genética também conhecida como Trissomia 21, justamente porque, em vez de 23 pares de cromossomos, só existem 21 nos casos de síndrome; e no cromossomo 21, em vez de um par, aparecem 3 exemplares, ou seja, a trissomia”, elucida.
Não existe um perfil para nascer com a síndrome, pode acontecer com qualquer pessoa. Segundo a OMS, a média é de 1 caso a cada 800 nascimentos. “As principais consequências da síndrome são: a hipotonia, o comprometimento intelectual e o fenótipo (características como nuca espessa e olhos puxados). Ao contrário do que se imaginava, não existem níveis diversos de síndrome de Down, mas as pessoas têm desenvolvimento diferenciado e é comum acontecerem associações com déficit de atenção, distúrbios de conduta, etc”, esclarece.
A especialista ressalta que é fundamental que a família busque ajuda para receber orientação necessária e assim ajudar no desenvolvimento da pessoa com síndrome de Down.
“Não há fórmula, mas é importante orientar e acolher os pais. É ruim quando se fica preso às questões da criança, de forma fechada, como o desenvolvimento, as dificuldades ou as questões escolares dela. Mais do que isso, o processo precisa respeitar o momento da criança, mas também da família. Particularmente, sempre trabalho as potencialidades individuais para que elas fortaleçam a criança a superar os obstáculos com suporte no que ela consegue fazer de melhor, naquilo em que é bem-sucedida, e não nos quesitos em que ela se sentiria diminuída.
De um modo geral, os atendimentos acontecem em média de 2 sessões semanais. Além disso, uma vez por mês, fazemos orientação aos pais e reuniões na escola com os educadores. Durante todo o processo terapêutico, fazemos reavaliação constante, inclusive as mais positivas provocam diversas reações e refletem intimamente no comportamento dessas pessoas que precisam estabelecer uma rotina para estar mais seguras. É preciso reconhecer e respeitar o potencial de cada um. Não é legal superestimar e pior ainda é subestimar. A intenção é alcançar um nível de bem-estar e autonomia no processo terapêutico”, explica Jolina Abreu.
Fonte: Assessoria de Comunicação

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