Show em homenagem a Rogério foi marcado pela emoção
Homenagem reuniu centenas de pessoas no Teatro Atheneu Cotidiano 14/08/2014 08h44Por Aline Aragão
Uma noite para ficar na memória dos sergipanos que cantaram e se emocionaram com as “Canções do País de Rogério”, nome do show em homenagem ao cantor sergipano Pedro Rogério Barbosa, 57 anos, falecido na madrugada da quarta-feira (13).
O show organizado pela cantora Amorosa (entre outros amigos de Rogério) para ajudar com os custos do tratamento foi mantido mesmo com a notícia da morte do cantor, como forma de homenageá-lo. Para a sobrinha do artista, Marília Barbosa, apesar da profunda tristeza que a família sente, a homenagem é recebida com alegria, por retratar o que Rogério era em vida, “Um homem alegre, alto astral, de bem com a vida, e é dessa forma que queremos lembrá-lo”, desabafa.
Para Amorosa, o show é uma forma de dar apoio aos familiares, um gesto de carinho, afeto e referência a um dos grandes artistas que ficarão na história de Sergipe. “Rogério mais do que ninguém levou o nome do nosso estado para esse país, ele amava Sergipe e teve um papel muito importante na construção da nossa história musical”, comenta.
A cantora diz também que a data do show não foi escolhida por acaso, foi algo premeditado. “Tive três datas para escolher fazer esse show e pedi a Deus que me dissesse qual era a data. Ficou o 13 na minha cabeça e por coincidência, Nando Cordel é do dia 13, eu nasci às 13h e comecei a cantar as 13h, olhe quanta coisa na força do 13, tinha que ser hoje”.
Valtinho do Acordeon abriu a noite de homenagens tocando a música que ficou eternizada na voz de Rogério, misturando a melodia de “Sergipe é o País do Forró”, com a canção “Asas Partidas” de sua autoria. Para o artista, essa foi à forma de traduzir o que sentia no momento, a forma de homenagear e se despedir do amigo tão querido.
O grupo “Servos da Divina Misericórdia”, da Paróquia Santa Rita de Cássia, da qual Rogério fazia parte, fez um momento de oração, emocionando familiares, amigos e artistas sergipanos, com a canção “Filho Amado”, interpretada por Pedro Luan, de 16 anos, filho de Rogério.
Emocionado, o jovem cantor falou da admiração que sempre teve pelo pai e do momento importante que está vivendo. Para Pedro, o pai foi uma escola, um exemplo de vida. “Vou sempre lembrar dele com carinho e muita emoção. Ele foi um cara que lutou por seu sonho, foi um pai foi amoroso, família e nunca desistiu do que gostava que era cantar. Ele é único naquilo que me ensinou, e isso escola nenhuma vai me dar, pois ele me deu a musicalidade. E essa é a oportunidade de mostrar a obra grandiosa do meu pai", disse emocionado.
Pedro Luan ainda cantou outras duas canções, “Sangrando de Gonzaguinha” e “Santo Forrozeiro", do próprio Rogério, em homenagem a Luiz Gonzaga.
Também participaram do show os cantores Valter Nogueira, Tonho Baixinho, Mingo Santana e Amorosa que tirou o público das cadeiras com a canção que virou hino para os sergipanos, “Sergipe é o País do Forró” cantado em coro por todo teatro Atheneu.
Para encerrar, a apresentação grandiosa do cantor e compositor Nando Cordel, amigo próximo de Rogério e que fez questão de participar do Show. Durante a apresentação Nando falou da amizade com cantor sergipano, da história juntos e da força que tinha Rogério. No show, fez o público cantar e dançar com sucessos como “De Volta pro Aconchego”, “Isso Aqui Ta Bom Demais” e “Gostoso Demais”.
“Estou no misto de alegria e saudade porque eu tenho certeza que a gente passa por essa vida, só um tempo, para aprender a amar. A história de Rogério começou dentro da minha casa, agora é minha vez de entrar na casa dele para homenageá-lo”, disse o cantor.

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