Servidores voltam a denunciar precariedade no Hospital Universitário
Trabalhadores: faltam condições de trabalho e qualidade no atendimento
Cotidiano 24/11/2015 12h50

Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo

Os trabalhadores do Hospital Universitário de Sergipe (HU/SE) voltaram a denunciar a falta de condições de trabalho e as dificuldades de atendimento na unidade hospitalar. Em um ato realizado na manhã desta terça-feira (24) os servidores cobraram o retorno do adicional de insalubridade, a melhoria dos serviços prestados à população e a conclusão de obras. A direção do HU diz que as questão serão analisadas individualmente.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs), Lucas Gama, o benefício do adicional de insalubridade foi retirado sem aviso prévio e em descumprimento à legislação trabalhista vigente. “Os trabalhadores têm direito de receber entre 5% e 20% a mais por estar expostos a situação de risco, mas a direção decidiu tirar sem fundamentação. Além disso, eles estão com dificuldades para marcar as férias e até para homologar atestado médico”, declara.

Ainda segundo o sindicalista, os pacientes assistidos pelo Hospital Universitário também se deparam com problemas no momento em que buscam atendimento. “Há dificuldades para marcação de exames, de cirurgias, o centro cirúrgico não funciona aos finais de semana, apesar de ter funcionários trabalhando e nem todos os medicamentos prescritos estão à disposição e o usuário precisa tirar dinheiro do próprio bolso”, denuncia.

A morosidade para entrega de obras também estaria prejudicando a ampliação do atendimento, na ótica do Sintufs. “A unidade materno infantil está com a obra parada há mais de 12 meses e não há perspectiva de término. Ela seria fundamental para o atendimento aos pacientes com câncer e a gestantes em situação de risco”, exemplifica Gama.

Em visita a Sergipe em outubro deste ano, o presidente da Ebserh, Newton Lima, que administra a unidade, afirmou que a conclusão dos 15% que ainda faltam das obras no Hospital ainda não têm uma data para ocorrer, mas a licitação deve ser lançada no começo de 2016 e os recursos estão garantidos.

Em nota, a assessoria de comunicação do HU disse que, apesar da manifestação desta terça, o atendimento segue normalizado, com uma média de 500 consultas e dois mil exames por dia. Ainda segundo a Ascom, quanto ao corte no adicional de insalubridade, o caso de cada servidor será analisado isoladamente. “Caso haja alguma inconsistência e se constate que o valor é devido, o servidor que deixou de receber o benefício será ressarcido, inclusive com pagamentos retroativos. Quem se sentir prejudicado com o corte, deve procurar a Divisão de Gestão de Pessoas do HU-UFS (DivGP), que orienta sobre a abertura de um processo administrativo para revisão de insalubridade. A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da Universidade Federal de Sergipe também está tomando os encaminhamentos necessários para realizar possíveis correções, em conformidade com o plano de insalubridade existente na universidade”, garante.

Foto: divulgação

Foto 2: Arquivo F5 News

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