Servidores públicos de SE realizam ato após suspensão da greve
Cotidiano 12/05/2016 11h00

Por Fernanda Araujo

Os servidores da Administração Geral de Sergipe realizam ato nesta quinta-feira (12), em frente à Secretaria de Estado da Educação (Seed), a primeira manifestação depois da suspensão da greve. A categoria cobra valorização do serviço público e a implementação integral do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). Ficou acertado entre eles que fariam dois atos antes do próximo dia 20, quando está prevista uma reunião com o governador Jackson Barreto.

Na segunda-feira passada, o governador garantiu o pagamento do PCCV até o final do mês de maio, da forma que foi aprovado, e pediu em um prazo de 30 dias a suspensão temporária da greve para discutir como vai ser pago o reajuste. Após a reunião, os servidores devem fazer nova assembleia. “Estamos fazendo esse ato para deixar a categoria mobilizada e para dizer ao governo que demos essa trégua, mas não estamos esquecidos de que ele tem que resolver o problema da administração geral”, afirma o presidente do Sintrase, Diego Araújo.

A categoria exige o pagamento do PCCV e reajustar a tabela em 24.31%, garantindo o ganho que o servidor teria em 2014 se tivesse sido implementado o Plano. “Quando o PCCV foi confeccionado em 2014 garantia que o menor salário seria o mínimo atual, que era R$ 724, mais 24.31%, que totalizaria R$ 900. Exigimos ter hoje o salário atual R$ 880 mais os 24.31%, dessa forma estaria garantindo o ganho real prometido naquela época e que não foi pago. Não estamos pedindo nada novo, apenas o que ele prometeu às vésperas da eleição de 2014”, explica.

Além do plano, a manifestação é também pela realização do concurso público em todas as áreas. Com o déficit de servidores, segundo Diego Araújo, hoje um servidor realiza sozinho o trabalho que antes era realizado por até seis. “A exemplo do pessoal dos Ceacs, tinha quase 500 pessoas no atendimento, hoje tem pouco mais de 100 e o número de Ceacs crescendo cada vez mais. Tem escolas que tem uma merendeira para suprir alimentação para 400 alunos”, relata.

A valorização do servidor e a reorganização dos locais de trabalho, devido à falta de materiais básicos nas escolas da rede pública estadual, também são reivindicações.

“Esse ato também é uma resposta à nota do secretário de Estado da Educação em que diz que o problema da falta de merenda era culpa do sindicato que entrou em greve, quando na verdade não é. Falta insumo, o que preparar no dia a dia nas escolas, muitas vezes não tem gás para cozinhar, nem material de limpeza. O governo insiste em utilizar um discurso de crise, que ele justifica para todos os problemas que vem ocorrendo no Estado. Temos uma folha de aproximadamente R$ 200 milhões, desses 3,5% são de cargos comissionados sem vínculo. É preciso que retire esses cargos da máquina pública para valorizar o servidor. Estamos todos do Estado há mais de três anos sem qualquer tipo de reajuste, na administração geral tem mais de 5 mil servidores ganhando menos de um salário mínimo por mês”, destaca o servidor.

Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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