Servidores federais protestam contra projetos do governo em Aracaju
Categorias podem entrar em greve geral Cotidiano 29/09/2016 10h30 - Atualizado em 29/09/2016 16h16Por Fernanda Araujo
Num dia de mobilização nacional, servidores federais em Sergipe protestam contra o ajuste fiscal e projetos do governo federal que propõem as reformas previdenciária e trabalhista. Técnicos administrativos e professores da Universidade Federal de Sergipe, trabalhadores da Petrobras e outros servidores se mobilizam para preparar uma greve geral que pode acontecer ainda neste segundo semestre.
Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (29), os trabalhadores da UFS se concentraram em frente ao Campus em São Cristóvão e depois seguiram para o Instituto Federal de Sergipe (IFS), em Aracaju, onde se encontraram com os funcionários da Petrobras e realizam caminhada por diversos órgãos federais até o centro da cidade, em frente à filial do Ministério da Fazenda.
Os técnicos e professores da UFS alegam que o PLP 257/2016, que renegocia a dívida dos Estados com a União, em troca de cortes e investimentos no setor público, aprovado na Câmara e que agora tramita no Senado como PLC 54, é extremamente prejudicial aos trabalhadores, já que prevê congelamento salarial por dois anos, extinção de concurso público e demissão de trabalhador concursado.
A categoria também quer barrar a PEC 241, enviada ao Congresso pelo atual presidente Michel Temer, que muda a forma de investimentos dos Estados para a Saúde e Educação. Hoje, o Estado é obrigado a destinar percentuais fixos do que arrecada no ano para essas áreas, a proposta é que o investimento seja agora de acordo com a possibilidade de cada Estado, e não mais percentual fixo. “Ou seja, abre um precedente para que tenhamos nos próximos 20 anos uma redução paulatina dos recursos alocados nessas duas áreas. O Estado deixará de ser cidadão e passará a ser um estado fiscal, mais preocupado em fazer receita, acumular recursos através da tributação”, critica Lucas Gama, presidente do Sintufs.
Os servidores também não querem a reforma da previdência tal como está sendo sugerida pelo governo federal. Para eles não está sendo discutida a verdadeira causa do problema. “O problema é que o governo desvia recursos destinados à seguridade social da qual a previdência faz parte para poder pagar juros da dívida. Esses desvios de recursos acabam impactando na manutenção da previdência e levam de forma errônea a acreditar que a previdência está deficitária. E esses desvios tendem a ser maiores”, disse Gama.
E os petroleiros também se sentem prejudicados por outros projetos. Segundo Bruno Dantas, do Sindipetro AL/SE, deve ocorrer o congelamento por 20 anos do repasse de verbas, a ausência da Petrobras no Pré-Sal, e a privatização dos campos terrestres de petróleo de Sergipe. “As mudanças geraram milhares de demissões pelo chamado Plano de Demissão Voluntária, quase uma imposição. Com a falta de perspectiva de trabalho muitos estão se vendo obrigados a pedir demissão. Mais de 12 mil petroleiros, a nível nacional, pediram inscrição neste plano, então, a gente enxerga isso como um esvaziamento da empresa com o objetivo de privatizá-la, o que está acontecendo claramente aqui em Sergipe também”, analisa.
A greve geral pode ter alcance ainda maior. A perspectiva é pela adesão de categorias também da iniciativa privada à greve da “resistência”.
Fotos: cedidas pelos sindicatos

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos


