Servidores federais começam greve no hospital universitário de Sergipe
Cotidiano 28/07/2016 10h48Por Will Rodriguez
Servidores federais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) que atuam no Hospital Universitário de Sergipe (HU/SE) entraram em greve nesta quinta-feira (28) por tempo indeterminado. A categoria aderiu à paralisação nacional deflagrada há uma semana.
Os funcionários pedem a reposição da inflação de 10,36%, desde março do ano passado até fevereiro desse ano, além do ganho real nos salários e benefícios. No entanto, segundo eles, a Ebserh ofereceu 5% e depois 8%. “Por isso deflagramos a greve, para mostrar que não estamos satisfeitos com o que a Ebserh nos oferta“, afirma o representante do movimento grevista, Alailson Rocha.
Em Sergipe, são cerca de 500 trabalhadores, mas por determinação judicial, apenas 25% do efetivo pode permanecer de braços cruzados. “Assim, o atendimento a população não está sendo prejudicado já que 75% dos trabalhadores estão trabalhando e distribuímos a paralisação entre manhã, tarde e noite”, acrescenta Rocha.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizou a primeira audiência de conciliação entre os trabalhadores e a direção da Empresa nessa quarta-feira (27), mas não houve acordo. Um novo encontro deve acontecer ainda esta semana e a categoria volta a realizar assembleia geral nesta sexta-feira (29).
Por meio de nota enviada ao F5 News, a assessoria de comunicação da Ebserh, afirma que continua aberta às negociações e mesmo diante da crise econômica apresentou propostas que garantiam avanços para os trabalhadores.
“Em reunião, foi oferecido reajuste de 8% nos salários dos funcionários e de 9% nos benefícios (auxílio alimentação, auxílio pré-escolar, auxílio pessoa com deficiência, assistência médica e odontológica), valores superiores aos acordados em 2015. Além disso, foi apresentada a possibilidade de trabalho em turnos de 12h/36h para a área assistencial no período diurno e cinco dias por ano para acompanhamento de familiar em consulta/exame médico. A empresa acredita no bom senso da categoria, para que os serviços prestados à sociedade não sejam prejudicados, uma vez que os atendimentos de saúde são essenciais para a população”, informa nota da Ebserh.
Foto: F5 News

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