Servidores do Município e terceirizados protestam na Prefeitura de Aracaju
Cotidiano 09/11/2016 10h32 - Atualizado em 09/11/2016 11h09Por Fernanda Araujo
Uma manhã de protestos reuniu três categorias em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura de Aracaju (SE) e os enfermeiros na porta da Câmara Municipal (CMA), nesta quarta-feira (9). Na prefeitura, os professores do Município, representados pelo Sindipema, cobram o cronograma de pagamento que a prefeitura deveria ter apresentado no último dia 4 ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Também protestam no centro administrativo os trabalhadores da limpeza urbana da empresa Cavo, que estão com salários atrasados. Segundo a Cavo, a prefeitura deixou de pagar pelos serviços – uma dívida em milhões de reais.
Os terceirizados da empresa Estrela, responsáveis pela higienização das escolas e creches municipais da capital, também reivindicam o pagamento e condições de trabalho. Cerca de 30 funcionários continuam ocupando o prédio da prefeitura. Segundo a diretoria da CUT-SE, os trabalhadores que ocupam a prefeitura estão sem comida e suporte porque o expediente foi suspenso e a prefeitura fechou as portas, proibindo a entrada de suprimentos.
“Ninguém entra, ninguém sai. Os 30 trabalhadores que estão lá continuam, sem a gente ter acesso a eles. Eles estão sem alimentação, tivemos que oferecer água para eles”, disse Jairo de Jesus, secretário de Organização e Política Sindical da CUT-SE.
Conforme decisão do TCE, o cronograma deve conter os dias do pagamento do mês de outubro, novembro e dezembro, bem como do 13º salário dos servidores. Somente no final da manhã de terça-feira (8) o secretário de Finanças do Município, Jair Araújo, esteve no TCE, mas não apresentou o calendário. A prefeitura informou apenas que no próximo dia 11 será pago o salário do mês de outubro, com exceção dos comissionados e dos aposentados da Educação, que devem receber na sequência.
Sobre o 13º salário, o secretário relatou ao TCE que até meados de dezembro estará pagando o benefício. Já os pagamentos de novembro e dezembro vão depender, segundo Jair Araújo, do fluxo orçamentário do Município. A possibilidade é que os pagamentos sejam cumpridos, mas também não foi determinada data específica.
Para o secretário da CUT-SE, a prefeitura age com desrespeito e com vingança diante da recusa do nome de João Alves Filho nesta eleição. “Vinha atrasando os salários sob alegação de que não tinha recursos, na verdade a gente já conseguiu comprovar com dados do próprio TCE que a prefeitura está recebendo até mais receita do que o valor da despesa. Agora, está ficando claro que é vingança porque, de forma inexplicável, deixou de pagar aos médicos, enfermeiros, os prestadores, terceirizados, professores, a Cavo. Está uma coisa escandalosa, não tem explicação para a prefeitura alegar que não tem recursos. Simplesmente deixa de pagar todo mundo de uma hora para outra”, contesta Jairo.
Amanhã (10) os professores do Município farão protesto na porta do TCE para exigir que a prefeitura apresente o calendário de pagamento.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
