Servidores do INSS paralisam atividades e protocolam denúncia no MPF
Segundo eles, está faltando material de escritório e de higiene Cotidiano 07/04/2015 10h00Por Elisângela Valença
As atividades nas 18 agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o estado de Sergipe estão paralisadas no dia de hoje (7) e o motivo alegado pelo servidores para a iniciativa é a precarização do trabalho nas unidades.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado de Sergipe (Sindiprev), Isac Silveira, a redução do orçamento do INSS de 33% está trazendo uma série de problemas. “Só não chegou ainda ao usuário porque os servidores estão tapando buraco”, afirmou.
Ele disse que está faltando material de escritório e higiene e suprimentos, como papel, lâmpadas, água, papel higiênico. “Estamos fazendo cotas, arrecadando dinheiro entre os servidores para poder suprir o trabalho e não atingir o usuário, mas até o final de abril acaba o pouco que ainda tem”, antecipou. “Outro dia, o pessoal juntou dinheiro para comprar lâmpadas para poder fazer a perícia na agência da avenida Ivo do Prado”, acrescentou.
Isac disse ainda que as contas de água e luz estão atrasadas. “Se não pagar a luz em cinco dias, a energia pode ser cortada. Os terceirizados estão sem salários há três meses”, comentou. Segundo ele, a situação ainda vai piorar pois passaram o atendimento do seguro defeso para o INSS.
O seguro defeso, benefício do Governo Federal para os pescadores no período do defeso (época de reprodução em que não se pode pescar), era atribuição do Ministério do Trabalho e foi passado ao INSS no dia 1º de abril, com início do atendimento no dia 2. “Não houve treinamento ou capacitação dos 400 servidores sergipanos. Na verdade, o sistema não havia nem sido passado para Sergipe, como se não houvesse pescadores no Estado”, comentou Isac.
O gerente executivo do INSS em Aracaju, Roberto Melo, não quis dar entrevista, mas reconheceu, através da Assessoria de Comunicação, que há problemas financeiros no órgão e que está trabalhando para solucioná-los. O Sindiprev apresentou denúncia no Ministério Público Federal. “É preciso que se tome providências urgentemente”, disse Isac.
Foto: Divulgação

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