Servidores do Estado podem entrar em greve
Categorias pedem atenção por parte do governo
Cotidiano 08/05/2012 10h40

Por Márcio Rocha

Os trabalhadores da área de saúde do estado de Sergipe realizaram manifestação na manhã de hoje, na porta da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), com uso de carro de som e presença de vários líderes sindicais de categorias ligadas à saúde.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sintasa), Augusto Couto, o governo não está dando a devida atenção para os trabalhadores e o Plano de Carreira é inapropriado para os servidores.

“Desde o ano passado que nós estamos negociando com o governo, mas não há nenhum tipo de resposta. O governo não deu importância, atenção para os trabalhadores, para as categorias da área de saúde. O plano de carreira não foi apresentado e os servidores não sabem o que poderá acontecer com eles. Estamos sofrendo de falta de atenção. Estamos sendo empurrados com a barriga.”, disse Couto.

De acordo com Couto, as categorias da saúde irão cruzar os braços se não tiverem uma contrapartida por parte do governo a respeito do plano de carreira.

Os trabalhadores do Estado, liderados pelo sindicalista Waldir Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Estado de Sergipe (Sintrase), também poderão cruzar os braços. Segundo Rodrigues, o Governo do Estado não atendeu aos pleitos da categoria. Após a manifestação, houve assembleia do Sintrase no Instituto Histórico e Geográfico.

“Estamos trabalhando com o indicativo de greve. Os funcionários administrativos e operacionais estão sofrendo com o desdém do governo. Discutimos o plano de carreira há quatro anos, sem nenhum avanço para a categoria. O governo não apresenta nada para os trabalhadores.”, comentou Waldir Rodrigues.

Para o presidente do Sintrase, só há interesse unilateral pelo plano de carreira. Além disso, os servidores da administração direta não recebem aumento com ganho real há vários anos, apenas as reposições da inflação.

“Os trabalhadores do Estado estão há vários anos sem um aumento real. Não há diálogo. Só justificativas. Não nos atende, então vamos para o indicativo de greve. Só temos reposições inflacionárias e os servidores do estado estão ganhando R$ 545 por mês. Isso é uma tragédia para o servidor.”, afirmou o presidente do Sintrase.

Foto: Sóstina Silva 

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