Servidores de escolas estaduais de Sergipe cobram diálogo com o governo
Cotidiano 13/12/2016 11h14 - Atualizado em 13/12/2016 12h05

Por Fernanda Araujo

Merendeiras, vigilantes, oficiais administrativos e executores de serviços básicos de escolas estaduais de Sergipe realizam ato na Assembleia Legislativa (Alese), em Aracaju, na manhã desta terça-feira (13), para cobrar diálogo com o governo do Estado quanto ao reajuste do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV).

Segundo o presidente da Associação dos Servidores do Estado de Sergipe (Assese), Iradir Silva, hoje se completa 30 meses, desde a aprovação do PCCV até a sua implantação, que o plano está defasado em 25%. O projeto foi aprovado na Alese em abril de 2014 e implementado em maio de 2016.

“Passaram seis meses que o governo está pagando, mas o plano está defasado em mais de 25% e ainda não reajustou. A gente cobra a abertura do diálogo com o governo. A gente já procurou o governo, e estamos aguardando, ficaram de marcar uma reunião, mas não definiram data”, afirma Iradir.

A categoria pede que os deputados façam a intermediação do diálogo com o governo. “Conversamos com o capitão Samuel, que ficou de fazer esse diálogo, e com Georgeo Passos”, disse o servidor.

Iradir Silva relata que não há uma equiparação salarial, quando cada servidor teve reajustes diferentes. Os oficiais administrativos, por exemplo, tiveram reajuste em torno de R$ 500; as merendeiras e executores entre apenas 20 e 40 reais; já para os vigilantes o reajuste na periculosidade foi de R$ 260.

“Existe uma diferença muito grande na questão salarial, mesmo sendo todos funcionários de escolas. Fica até difícil de trabalhar, sabendo que o colega do lado teve reajuste de 500 reais e os outros só 20 ou 30. No início de junho, o próprio governador deu entrevista dizendo que reconhecia que algumas das classes tiveram reajuste inferior e que estaria disponível para dialogar”, acrescenta.

Em nota, a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) diz que o diálogo com sindicatos é uma constante na atual gestão do Governo de Sergipe. Veja na íntegra:

"Tanto o secretário João Augusto Gama, quanto demais gestores de diversas pastas, estão sempre recebendo representações sindicais. Neste caso, a categoria é representada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público do Estado de Sergipe (Sintrase), que constantemente participa de discussões com o Governo e é a única instância legal para representação desses servidores. O secretário Gama informa que desconhece a Associação dos Servidores do Estado de Sergipe (Assese), e lembra que seu representante, o senhor Iraldir Silva, contesta Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) desde sua implantação, coordenando, inclusive, uma greve que foi decretada ilegal e durou 90 dias", diz.

Foto: cedida por Iradir Silva

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