Servidores da UFS entrarão em greve no dia 26 de março
Cotidiano 24/02/2014 20h30Por Willams Rodrigues
Em uma assembleia geral realizada na manhã desta segunda-feira (24), no auditório da reitoria da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs), reuniu a categoria para discutir as pautas de reivindicações desse ano, além do início de uma nova greve a partir do próximo mês.
Os mais de mil e quatrocentos servidores lotados nos campi da universidade em São Cristóvão, Laranjeiras, Itabaiana e Lagarto querem reajuste no percentual do aumento estabelecido depois da greve de 2012, quando ficou definido que seria concedido um acréscimo salarial de 15,8% em três anos.
“Estamos tendo perdas porque ficou definido que os aumentos salariais não poderiam estar abaixo da inflação do período e isso não vem ocorrendo”, explicou o presidente do Sintufs, Lucas Gama (foto abaixo).
O Sindicato também almeja a formação de uma política salarial para os próximos anos e definição de uma data base. A redução da carga horária, das atuais 40 horas semanais, para 30 horas é outra reivindicação dos técnicos administrativos.
Para a servidora Sheila Andréia, bibliotecária no campus de Itabaiana, a diminuição da jornada trará mais qualidade de vida. “Outras universidades, como a de Alagoas, já fizeram a mudança na carga horária e foi uma experiência que deu certo. Pra quem precisa se deslocar da capital todos os dias pra trabalhar em outra cidade é muito desgastante e não sobra tempo pra mais nada”, disse.
Outros pontos também estão sendo levantados pelo Sintufs, a exemplo da construção de uma creche para que as mães que trabalham ou estudam no campus de São Cristóvão (SE) tenham onde deixar seus filhos enquanto estiverem na universidade e o combate ao assédio moral. “O aumento dos padrões de produtividade sem a devida contratação de pessoal faz com que os servidores fiquem sobrecarregados com a cobrança excessiva por parte dos seus diretores”, afirmou Lucas Gama.
A implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) como administradora do Hospital Universitário de Sergipe também foi discutida durante a plenária. Segundo o presidente do Sintufs, uma ação judicial foi movida pelo sindicato para que a privatização do hospital não aconteça, além do cancelamento do concurso do HU, previsto para ocorrer no mês de março. “O Ministério Público Federal e o COREN-SE também peticionaram a nossa ação que está em primeira instância ainda, aguardando julgamento”, afirmou.
Foto Principal: Vinícius Guarani

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