Servidores da UFS e IFS mantêm greve por tempo indeterminado
Cotidiano 04/08/2015 18h00Da Redação
Sem avanço nas negociações com o Governo Federal, a greve dos professores e funcionários técnico-administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que já passou de 60 dias, não tem previsão para terminar. Segundo os sindicatos das categorias, a paralisação atinge mais de 30 mil alunos no estado.
Professores e técnicos são contra cortes feitos pelo governo federal no orçamento das instituições e a infraestrutura ruim dos locais de ensino. Eles também pedem reajuste salarial, reestruturação da carreira, garantia da autonomia e do caráter público das universidades e mais investimentos para a educação.
A pauta dos servidores inclui reajuste salarial de 27,3% e data-base, reestruturação da carreira docente e melhores condições de trabalho. O Governo propôs reajuste de 21,3%, a ser pago em quatro anos. Porém, a proposta foi considerada insuficiente pela maioria das entidades.
Ao longo da semana, os servidores devem fazer novas assembleias para decidir os rumos da mobilização.
Para a estudante do sexto período de Engenharia de Alimentos Flávia Araújo, a greve só traz prejuízo, principalmente para os alunos, que atrasam o término do curso. Ela diz que essa é a terceira greve que enfrenta desde que entrou na UFS. “Acho que reivindicar seus direitos é certo, porém quem se prejudica somos nós, alunos. Por isso, reivindico o meu direito de ter aula, de ter um professor e ter qualidade de ensino”, reclama.
Instituto Federal de Sergipe (IFS)
A greve dos servidores do IFS já dura 23 dias, deixando cerca de 5 mil alunos sem aula. Entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial e do auxilio alimentação, 30 horas de regime de trabalho e revisão do plano de carreira.
Nos próximos dias, a categoria irá discutir em assembleia um percentual de 19,7%, em contraproposta à oferta do governo, de 21,3% parcelado em quatro anos.

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