Servidores da UFS aderem à paralisação nacional
Mobilização de 24h é contra a desigualdade do ponto eletrônico
Cotidiano 27/08/2014 10h58

Por Aline Aragão

As atividades na Universidade Federal de Sergipe (UFS) estão suspensas durante todo o dia, nessa quarta-feira (27). É que os trabalhadores, técnico-administrativo em educação da instituição aderiam à paralisação nacional. A mobilização tem como objetivo cobrar do Governo Federal uma resposta para às reivindicações da categoria.

Segundo a presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS – (SINTUFS), Elayne Menezes (foto ao lado), a morosidade para resolver as questões pendentes da pauta de reivindicações é um dos motivos que levam a categoria a realizar a atividade. A paralisação também é um ato em solidariedade aos grevistas das universidades estaduais, a exemplo da USP em São Paulo, em greve há cerca de três meses. “Querem acabar com as universidades estaduais e não podemos permitir isso”, disse.

Entre as revindicação da pauta nacional estão à racionalização dos cargos; a luta pela database; a democratização das IFS - tanto para os docentes como para os técnicos, para que tenham direitos igualitários na instituição -; além da luta pelos turnos corridos, de 30 horas, e o combate a privatização dos hospitais universitários.

Segundo o sindicato, no âmbito local a reivindicação é contra a implantação do ponto eletrônico, que segundo a categoria não houve discussão com os servidores. “Pra gente tem sido muito difícil porque veio à imposição judicial, sem conhecer a realidade da instituição, e para piorar, esse ponto, apesar de servir para os servidores públicos federais da instituição, ele não se aplica ao docente, só para os técnicos”, reclama Menezes.

Segundo a presidente em exercício, há uma legislação específica do caráter docente, que não contempla o ponto para esses servidores. “E aí temos um problema, a maior parte dos docentes, são chefes dos setores aqui da instituição, isso significa dizer que, a maior parte da gestão da universidade, não é obrigada a registrar nem entrada, nem saída”, informou.

Para os manifestantes está faltando igualdade nas relações, se o ponto precisa ser registrado, que seja para todos, não priorizando nenhuma categoria.

Fotos: Aline Aragão

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