Servidores da Saúde protestam contra parcelamento do salário na CMA
Cotidiano 16/02/2017 12h21 - Atualizado em 16/02/2017 19h28Por Fernanda Araujo e Will Rodrigues
Nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, psicólogos, médicos, enfermeiros e demais trabalhadores da Saúde que integram a rede municipal de Aracaju (SE) continuam pressionando os vereadores para que alterem o projeto de lei da Prefeitura, referente ao empréstimo e parcelamento do salário de dezembro em aberto deixado pela gestão passada.
O salário já está atrasado há 47 dias. Ainda sem perspectivas de receber, os servidores protestaram em frente à Câmara Municipal. Os servidores querem que o salário previsto para ser pago em doze parcelas, seja reduzido para quatro. Eles já estão na quarta semana em greve.
“A gente sabe que uma parcela de servidores vai fazer empréstimo, por isso, não pedimos ao vereador para rejeitar o empréstimo, mas reivindicamos que nos seja dada outra opção, defendida até quatro parcelas”, afirma o presidente do Sindicato dos Médicos, João Augusto.
Para a enfermeira Bárbara Ramos, nos oito anos em que atua na rede municipal disse nunca ter enfrentado atraso de salário de quase dois meses. Ela afirma que não aceita o empréstimo e nem parcelamento em 12 vezes.
“A gente não aceita para não abrir prerrogativa para próximas vezes, porque toda vez ele vai querer sair com esse tipo de proposta. O salário de janeiro foi pra cobrir nossos débitos de dezembro, os débitos continuam em atraso. A greve não é a melhor saída, mas é a última alternativa”, diz.
Em 2016 os servidores enfrentaram durante todo o ano salários atrasados e, embora fosse outra gestão, eles temem que a situação volte a acontecer.
“Estamos fazendo o segundo carnaval em que a gente tem que reivindicar nosso salário, isso é inadmissível. Ninguém divide suas contas em doze vezes. A gente tem energia para trabalhar sempre em defesa do SUS, então, a gente fica muito triste, vamos trabalhar muito pouco motivados", afirma a assistente social Guadalupe Oliva, que atua há 27 anos na capital.
O projeto já está sendo discutido pelos vereadores. Os servidores afirmam que devem acompanhar o voto individual de cada parlamentar na esperança de que a greve tenha fim.
A causa já recebeu apoio dos vereadores Fábio Meireles, Elber Batalha, Américo de Deus, Cabo Amintas, Seu Marcos, Iran Barbosa, Thiaguinho Batalha, Isaac, Anderson de Tuca e Emília Correia.
O Sindimed avalia que está havendo desinteresse da administração municipal em atender as necessidades da população e do trabalhador, mesmo os servidores tendo feito nova proposta de aceitar, pelo menos, receber em quatro parcelas. O sindicato já está com uma ação pronta para ingressar na Justiça caso o projeto seja aprovado.

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