Servidores da saúde entram em greve
Cotidiano 20/04/2012 11h12
Por Márcio Rocha
Os trabalhadores da área da saúde do Município de Aracaju entraram em greve no início da manhã desta sexta-feira (20), deixando apenas um contingente de 40% dos funcionários trabalhando para garantir a execução dos serviços básicos.
Os trabalhadores do SAMU também cruzaram os braços. De acordo com o sindicalista Nivaldo Fernandes, presidente do Sindicato dos Servidores do Município de Aracaju (Sepuma), os trabalhadores da saúde precisam ter sua carga horária e salários adequados para o exercício da atividade.
“Os trabalhadores estão perdendo quase 20% de seu salário por causa desse novo aumento dado pelo prefeito Edvaldo Nogueira. Antes, um técnico recebia 27% do salário de um enfermeiro em nível superior. Hoje, caiu para 23%. Além disso, a carga horária deve ser regulamentada para 30 horas semanais, para garantir o bem estar do trabalhador e um melhor funcionamento da saúde do Município”, disse Nivaldo.
Os trabalhadores da saúde estão se manifestando em dois locais. Reuniram-se nas Unidades de Pronto-Atendimento Fernando Franco, na Zona Sul, e Nestor Piva, na Zona Norte de Aracaju. Seu manifesto está sendo realizado de forma pacífica, sem interferir no funcionamento dos postos de saúde.
A categoria deixou o efetivo de 40% dos trabalhadores operando, de modo a superar o limite estabelecido por lei, que é de 30% dos trabalhadores em ação.
As reivindicações serão transmitidas por Nivaldo Fernandes ao prefeito de Aracaju. “Estou aguardando Edvaldo voltar de Brasília, para que possamos conversar com ele e evitar essa perda salarial dos técnicos de enfermagem e dos trabalhadores do SAMU. Tenho certeza que chegaremos a um denominador comum e o prefeito nos atenderá.”, comentou.
A categoria se reunirá na próxima segunda-feira, quando decidirá a continuidade da greve, após uma possível conversa dos sindicalistas com o prefeito Edvaldo Nogueira.

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