Servidores da saúde do Estado podem entrar em greve
Decisão vai depender de reunião programada para o início de maio Cotidiano 25/04/2013 16h00Por Fernanda Araujo
Depois de mais uma série de mobilizações que o Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) vem fazendo durante este ano, a entidade conseguiu, até o momento, avanços para os servidores da Barra dos Coqueiros, a exemplo do estabelecimento do piso salarial de R$ 950 para os Agentes Comunitários de Saúde, a partir de maio.
No entanto, na capital sergipana o problema parece estar longe de ser resolvido. Parados em frente ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), na manhã desta quinta-feira (25), os sindicalistas pedem melhorias nas condições de trabalho para os profissionais da unidade, principalmente na Oncologia, além da implantação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos.
Entre as irregularidades constatadas na Oncologia pelo sindicato, está a constante falta de medicamentos e de insumos, problemas na refrigeração em vários setores e a quebra de equipamentos, insistentemente divulgadas pela imprensa. Segundo o presidente do Sintasa, Augusto Couto, o movimento é para que o governo cumpra as promessas de melhorias na saúde, inclusive, o compromisso para a implantação do PCCV, um termo assinado pelo então secretário do Estado da Saúde, Antônio Carlos Guimarães. “Cadê as melhorias? O governo enganou a população e os profissionais de saúde. Foi só promessa”, diz.
Recentemente, os servidores estiveram na Assembleia Legislativa entregando o termo de compromisso aos deputados estaduais, porém, segundo Augusto Couto, até o momento, somente as deputadas Ana Lúcia e Conceição Vieira se manifestaram, afirmando que o compromisso deve ser honrado.
Em uma conversa com a equipe do governo há duas semanas, foi deliberada uma próxima reunião a partir da primeira quinzena de maio, ainda sem data definida. Enquanto isso, os servidores prometem não se calar e continuar com as mobilizações, no próximo dia 30 no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher e em 9 de maio na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. No entanto, advertem que se na reunião não houver ganhos, a categoria provavelmente entrará em greve.
Lei de Responsabilidade Fiscal
Sobre a alegação da Seplag, que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede qualquer alteração do PCCV neste momento porque o Estado está no chamado limite prudencial, o sindicalista é categórico.“Todas as vezes que os servidores se manifestam pedindo ganhos salariais, o governo sempre coloca que não pode onerar essa despesa a mais. Mas, no ano passado o então secretário da Saúde disse para o sindicato que dinheiro não era problema, a Saúde tinha dinheiro para implementar o plano de carreira. Então, cadê? Cadê a contemplação da 'raia miúda?".
Ele se queixa de que o secretário Jefferson Passos, que assumiu a Seplag recentemente, diz não saber de nada, mesmo com o sindicato tendo entregue uma série de documentos, de todas as negociações de 2010 para cá.
"Está havendo perseguição, existe um documento dentro do Huse que o servidor não pode mais se manifestar porque senão vai ter falta. Eu vi o documento e tirei foto. O pedido é que o governo seja honesto com a gente, se vai implementar o plano diga logo, se não der diga também, aí a categoria vai para a greve”, antecipa Augusto Couto.
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