Servidores da Saúde de Aracaju retornam aos trabalhos na sexta
Cotidiano 18/09/2014 11h47Por Fernanda Araujo
Os servidores da Saúde de Aracaju vão retornar ao trabalho nesta sexta-feira (19), já que o Tribunal de Justiça de Sergipe decretou ilegal a greve da categoria, iniciada no último dia 11. A decisão atendeu ao pleito da Procuradoria Geral do Município e concedeu tutela antecipada. Até ontem (17), o Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) ainda não havia sido notificado e, por isso, foi mantido o ato público realizado nesta quinta-feira (18) no Calçadão da Rua João Pessoa, centro da capital.
Hoje, os servidores decidiram não fazer a passeata até a Assembleia Legislativa, mas definiram um novo ato no dia 3 de outubro. A categoria irá novamente paralisar por um dia no Calçadão, a partir das 8h. Segundo o presidente do Sintasa, Augusto Couto, o sindicato vai acatar a decisão judicial, mas irá contestar e responder judicialmente que a gestão municipal não cumpriu com o prometido nas negociações do ano passado. A categoria quer a formalização escrita do cumprimento das promessas em relação às reivindicações, como o reajuste correto das gratificações, reavaliação do grau de insalubridade, melhores condições de trabalho, além de regularização de pagamento do Programa de Melhoria de Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ).
“Apesar de termos a primeira conversa com o secretário da Saúde, Luciano Paz, nas reuniões anteriores que tivemos com a gestão municipal a mesa não funcionou. Esse ano a gestão se calou. Só foi apresentado para a categoria dizendo que o reajuste seria de 5.5%, mas não se falou em incorporação. Há uma revolta da categoria. A prefeitura simplesmente disse que deu incorporação, o servidor não visualizou essas incorporações. Queremos reajuste de 6,5% como prometido. Esperamos que com o novo secretário possa atender as nossas reivindicações. Estamos aguardando que a gestão municipal possa nos receber”, afirma Couto.
“A mobilização dos servidores da saúde do município contesta a política de saúde do prefeito João Alves Filho que tem feito de tudo para desmobilizar toda a categoria”, disse Waldir Rodrigues, presidente do Sintrase, que participou do ato.
Foto: arquivo F5 News - Ascom/Sintasa
Matéria relacionada
Sintasa ainda não foi notificado sobre a ilegalidade da greve

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
