Servidores da Polícia Civil e do Cogerp em greve fazem ato no IML
Cotidiano 21/03/2014 11h00

Por Fernanda Araujo

Em frente ao Instituto Médico Legal, em Aracaju (SE), os policiais civis e servidores da Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp), que estão em greve por tempo indeterminado desde ontem, se mobilizaram desde o início da manhã desta sexta-feira (21). Após o ato no IML, os servidores organizados pela direção do Sindicato de Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol) seguiram para a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) - foto abaixo - onde os representantes sindicais participarão de uma reunião com o secretário João Augusto Gama, marcada para às 11h. Ainda na próxima quinta-feira, 27, eles irão se reunir com o governador Jackson Barreto.

Segundo o presidente do Sinpol, Antonio Moraes, um ofício sobre a greve já foi entregue à Secretaria de Segurança Pública, mas ele acredita que a burocracia deve estar atrasando a entrega das notificações. “Estamos tomando todo o cuidado para que essa greve seja legal. Hoje eu tenho certeza que mais que o mínimo está trabalhando, mas o baixo efetivo é tão grande que mesmo tendo todo esse cuidado a população vai se sentir prejudicada. Agora, que a população não coloque na conta do prejuízo apenas sindicato e trabalhadores, que coloque o Governo do Estado que há anos tem conhecimento da nossa proposta e nunca nos chamou para dialogar”.

Os trabalhadores mantêm os 30% do efetivo, o que é previsto por lei. No IML as pessoas que procuraram fazer exames de corpo de delito já sofrem

com os serviços lentos devido ao contingente mínimo de servidores. Já no Instituto de Identificação o órgão continua fechado devido à greve e também pela queda do sistema de informática, noticiado ontem em F5 News e cuja regularização é prevista a próxima segunda-feira. “A greve pode até prejudicar investigações, mas isso é devido à usência de diálogo com o governo”, disse Moraes.

De acordo com Antonio Moraes, no Instituto de Identificação há um processo de diálogo com o coordenador do órgão para manter o mínimo funcionando. Sobre a possibilidade de realização de mutirão neste final de semana, o sindicalista antecipa. “É natural que o governo vai tentar minimizar os efeitos da greve com mutirões, mas acredito que vai ter dificuldades, pois quem fará mutirão é quem está em greve. Acho que a população precisa nesse momento ser solidária com nossa causa, que é regularizar a situação para melhor servi-la”.

Para o presidente do Sinpol, o sentimento da categoria é de tristeza, que se transforma em revolta à medida que o governo não apresenta uma contraproposta sólida, no entanto, isto tem servido para a união dos trabalhadores. “Não apenas por uma reestruturação de salário, mas pela valorização dos colegas que foram desligados, pelos que não foram reenquadrados, pelos colegas da Cogerp que estão há décadas trabalhando e nunca tiveram suas situações resolvidas, e também pela incorporação de gratificação e promoção automática. Vamos transformar isso em melhor serviço para a sociedade”, afirma.

Foto2: arquivo F5 News

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