Serviços em institutos de perícia estão paralisados por 48 horas em SE
​Peritos deflagram paralisação por falta de negociação com o governo; SSP afirma que diálogo com categoria está aberto.
Cotidiano 12/12/2016 10h11 - Atualizado em 12/12/2016 11h52

Por Fernanda Araujo

Os peritos oficiais de Sergipe estão com as atividades paralisadas por 48 horas, a partir desta segunda-feira (12). A categoria decidiu pela interrupção dos serviços em assembleia geral, no último dia 5, pela falta de diálogo com o governo do Estado quanto às reivindicações, entre elas, salariais.

Durante 48 horas, os institutos que realizam perícia na Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerb) terão os serviços comprometidos. No Instituto Médico Legal, só serão realizadas perícias de caráter essencial, necropsias durante o dia, perícias relacionadas a crimes de violência sexual e flagrante delito.

No Instituto de Criminalística, só se realizarão perícias relacionadas a crimes contra a vida, respeitando percentual de 30%. Perícias que não são de caráter de urgência e emissão de laudo não serão realizadas. Já todos os serviços do Instituto de Análise e Pesquisa Forense, responsável pelas perícias laboratoriais, serão suspensas.

Segundo o presidente do sindicato da categoria, Sinpose, Carlos Eduardo Araújo, durante este ano os peritos vêm tentando negociar melhorias para a carreira, mas nada avançou. Em setembro, a categoria foi recebida pelo governador Jackson Barreto, que determinou que as negociações acontecessem diretamente com o secretário de Estado do Planejamento (Seplag), João Augusto Gama, mas até agora nada evoluiu, diz.

“O último encaminhamento dado foi de que o secretário de Segurança Pública (João Batista) iria dar uma proposta elaborada pela categoria com a reestruturação salarial. Foi realizada, hoje essa proposta se encontra na Seplag, no entanto, o secretário de Planejamento, numa reunião que tivemos há alguns dias, sinalizou que não haveria possibilidade de discuti-la, nem no futuro”, conta o presidente.

A categoria ainda ficou de fora da negociação do plano de cargos e salários da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e das discussões para a reestruturação da perícia no Estado. “Outras categorias da segurança pública já foram contempladas com planos de cargo de salário; a perícia de Sergipe tem o pior salário do Nordeste, o segundo pior do país. A gente espera ter retorno do governo se não faremos nova assembleia para deliberar pela continuidade da paralisação”, afirma Araújo.

F5 News procurou a Secretaria de Comunicação do governo, que pediu para procurar a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em nota, a SSP afirma que o diálogo tem sido aberto e constante com os peritos a fim de realizar negociações e escutar as demandas da categoria.

“Uma minuta de proposta de reestruturação foi elaborada na SSP e está sendo avaliada pela Seplag. As negociações e diálogos permanecem abertos e o Governo tem prestigiado a categoria, pois realizou um inédito concurso público e acelerou a convocação de excedentes. Esperamos que os peritos, recém-ingressos na administração pública, continuem dialogando e não comprometam o atendimento ao público”, conclui na nota.

Foto: Sinpose

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