Serviços do Samu vão parar: amanhã é dia de greve geral
Cotidiano 26/03/2014 15h00Por Fernanda Araujo
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Sergipe, vai parar por tempo indeterminado. A partir de quinta-feira (26) será o dia de greve geral dos condutores das ambulâncias e das demais categorias que trabalham nos serviços, enfermeiros, técnico de enfermagem, administrativos, telefonista e radiooperadores; exceto os médicos.
Os sindicatos dos Condutores de Ambulância (Sindconam), dos Trabalhadores da Área da Saúde (Sintasa) e dos Enfermeiros (Seese) se uniram para cobrar o cumprimento das reivindicações enviadas ao Governo. No caso dos condutores a exigência são as melhores condições de trabalho e a recomposição do reajuste salarial que, desde 2012 até este ano, não foi depositada, segundo o presidente do Sindconam, Adilson Ferreira. “O governo não dá resposta ao trabalhador desde 2012, já mudou de governador e nada. Não estamos mais aguentando, chegamos ao limite do caos”, disse.
Os condutores também querem que a fusão do Samu municipal com o estadual se adeque. Segundo Adilson, a partir do momento em que houve essa união entre os serviços surgiram diversos problemas. “Os condutores não podem atravessar a ponte da Barra dos Coqueiros. O pagamento é feito pelo Município, mas o serviço é prestado pela Fundação Hospitalar de Saúde, por isso não pagam as horas extras, e por aí vai”, afirma.
Segundo Ferreira, a greve já foi comunicada em todos os parâmetros da lei. Ontem foram ajustados com a gestão do Samu Sergipe os percentuais de ambulâncias e dos demais serviços que continuariam funcionando, conforme as necessidades, para não prejudicar a população. Permanecem funcionando 60% das UTIs móveis para os casos de maior gravidade - apesar de, pela lei de greve, a exigência ser de 30% -; 40% das unidades de suporte básico e 30% das demais categorias.
Amanhã a partir das 7h os trabalhadores estarão na base do Samu, na saída do Hospital de Urgência de Sergipe, com o comitê de greve.
Foto: arquivo F5 News

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