Sergipe tem menos da metade do efetivo de bombeiros previsto em lei
Cotidiano 11/01/2017 16h19 - Atualizado em 11/01/2017 19h12

Por Fernanda Araujo e Will Rodriguez

O incêndio registrado na noite desta terça-feira (10) no hipermercado atacadista da rede Makro, em Aracaju (SE), que deixou toda a loja destruída, levanta a preocupação para o baixo efetivo do Corpo de Bombeiros em Sergipe. A corporação tem cerca de 580 militares na ativa, ou seja, menos da metade do efetivo necessário previsto por lei, de 1.200.

Ao todo, 78 homens atuaram no combate ao sinistro e mais da metade precisou ser chamada às pressas. Equipes de folga tiveram que ser acionadas e trabalharam durante toda a madrugada.

Como um dia atípico, ontem também foram registradas outras ocorrências no período da tarde, incêndios no bairro São Conrado, na capital, e ainda na Serra de Itabaiana, situada no agreste sergipano; entre outras obrigações cotidianas da corporação.

Atualmente, de acordo com o sargento Edgar Menezes, ex-presidente da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese), existe um pouco mais de 500 bombeiros. Segundo ele, o déficit é muito grande tendo em vista a população de Sergipe.

“São 75 municípios, se analisar homens de folga, de licença médica ou por algum motivo, acabamos ficando quase sem ninguém para guarnecer o estado. Para se ter uma ideia no caso da morte do ator Domingos Montanger (morto afogado no Rio São Francisco) teve que chamar mergulhadores de folga porque não tem efetivo de mergulhadores no estado”, afirma o sargento.

Ele considera que o número de homens a atuarem no combate ao fogo no Makro não foi pequeno, mas reforça que o atual efetivo é insuficiente.

“É um quarto do que deveria existir. A necessidade de concurso público para bombeiro militar é urgente. Não adianta ter feito concurso, de 300 ou 500 homens, se a lei prevê 2 mil homens. Está muito aquém do que necessita o Estado”, critica Menezes.

A expectativa é que o concurso, que foi anunciado dia 11 de março do ano passado, seja confirmado este ano. A última seleção foi realizada em 2006, quando foram oferecidas apenas 150 vagas, sendo 120 para homens e 30 para mulheres. 

Ao F5 News, o comandante da corporação, coronel Eduardo Pereira, reconheceu a deficiência de pessoal e disse que busca conscientizar o governo da necessidade de recompor os quadros. “O governo tem sinalizado positivamente, estamos em um processo bem adiantado e deveremos ter o anúncio de um novo concurso público, tanto para oficiais como para praças, agora em 2017”, declarou.

O Governo de Sergipe diz ter a “perspectiva de realizar concurso para Polícia Militar e Corpo de Bombeiros até o final de 2017, levando em consideração a saúde financeira e fiscal do estado”. 

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