Sergipe sofre nova queda nas vendas do comércio
Cotidiano 18/11/2015 13h51Por Marcio Rocha
O mês de setembro não obteve a retomada de crescimento nas vendas do Comércio Varejista, em Sergipe. O volume de vendas recuou 0,6% em relação ao mês de agosto deste ano, acumulando o terceiro mês de queda consecutiva no comércio sergipano.
De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Comércio, realizada pelo IBGE, e analisados pela Fecomércio-SE, o volume de vendas do Comércio Varejista ao longo do ano de 2015 apresenta uma variação positiva de apenas 1,6%, número igual período acumulado correspondente aos últimos doze meses, entre setembro de 2014 e setembro de 2015. No comparativo entre os meses de setembro deste ano e setembro de 2014, a queda foi de 8,9% no volume de vendas.
O Comércio Varejista Ampliado, que inclui as vendas de veículos e materiais de construção, apresenta uma queda ainda maior. Foram 15,4% de recuo no volume de vendas do Varejo Ampliado, que acumula uma queda de 4,3% ao longo do ano de 2015 e soma um déficit de 2,9% ao longo dos últimos doze meses corridos, nas vendas.
Já a receita nominal do volume de vendas do Comércio Varejista também apresentou uma leve queda de -0,2% entre agosto e setembro deste ano. A retração aumenta para -1,6%, quando se analisa o mesmo mês do ano passado. Entretanto, os resultados anuais ainda apontam um saldo positivo de +8,3% para o período de janeiro a setembro deste ano e +7,8% no período acumulado dos últimos doze meses.
De acordo com o estudo da Assessoria Econômica da Fecomércio, o comportamento de vendas do Comércio Varejista entre janeiro e setembro, há uma regularidade na queda das vendas e da receita, com alguns meses apresentando variações positivas, mas sem que haja uma continuidade, sem formar uma estabilização na economia do comércio sergipano.
A trajetória das vendas do comércio sergipano é o reflexo da situação econômica das famílias do estado que mostra deterioração. O poder de compra da população está diminuindo e isso tem provocado aumento na inadimplência, além do desemprego. Todo esse conjunto de variáveis negativas causa impactos no comércio. Apesar de setembro apresentar uma retração menor que o mês de agosto, as vendas no varejo continuam desacelerando.
Sergipe enfrenta cinco meses de queda no volume de vendas do Comércio Varejista, comparando com o ano passado. O mesmo acontece com a receita nominal, que também sofreu queda. Os sinais mostram que o ano está sendo de extrema dificuldade para o varejo do estado.
Considerando a análise comparativa do comércio varejista restrito e ampliado, percebe-se que a evolução das vendas do comércio varejista ampliado apresenta quedas consecutivas e significativas ao longo dos meses. Isso não significa que o comércio varejista restrito esteja em boas condições, ao contrário. Significa que o comércio geral, em Sergipe, está perdendo fôlego e seguindo em retração.
O presidente da Fecomércio-SE, Laércio Oliveira, destacou que, mesmo com a ligeira recuperação de empregos no comércio em setembro, ainda há dificuldades, como a perda do poder de compra das pessoas, além da inflação, como contribuintes para os problemas do comércio sergipano.
“Em setembro o comércio voltou a abrir vagas, foram gerados 239 postos de trabalho, após quatro meses demitindo. Mas os dados do ano são preocupantes, pois o comércio já acumula um saldo negativo de 1.236 trabalhadores desempregados. Essa situação exige dos empresários e governo, ações efetivas para que a economia retome seu crescimento”, disse o presidente.
Os estados que apresentaram melhor comportamento no mês de setembro em seu volume de vendas foram Alagoas, que conseguiu um crescimento de +1,7%, São Paulo, com +1,5%, Bahia, que obteve aumento de +0,2% e Paraná, que cresceu +0,1% no volume de vendas. Já os estados com maior queda foram o Maranhão, com -5,4%, Mato Grosso do Sul, com -3% e o Acre, com -2,4%. Sergipe ficou empatado com o Amapá e Minas Gerais, com -0,6%.

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