Sergipe registra 100 casos de microcefalia em recém-nascidos
Cotidiano 04/12/2015 20h07

Da Redação

O Estado de Sergipe voltou a ser o segundo do Nordeste com maior número de casos de microcefalia em recém-nascidos. O boletim epidemiológico divulgado na tarde desta sexta-feira (4) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostra que 100 bebês foram diagnosticados com a malformação em 35 municípios na capital e no interior sergipano. As cidades de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana e Itabaianinha foram as que mais tiveram crianças com a anomalia.

Esta semana, o Governo do Estado e a Prefeitura de Aracaju decretaram situação de emergência por conta da curva ascendente de notificações da doença. Com o decreto, que tem duração de 180 dias, os órgãos tem mais liberdade para acessar crédito para aquisição de medicamentos, equipamentos e até contratos temporários sem precisar passar por licitação.

Também esta semana, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o Zika vírus e casos de microcefalia. Exames feitos em um bebê nascido no Ceará com microcefalia e outras malformações congênitas revelaram a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos. Na última segunda-feira (30) foi registrada a primeira morte de um recém-nascido com a suspeita da microcefalia em Sergipe.

O Poder Público já se articula junto com outros órgãos e com a sociedade civil organizada para mobilizar uma força-tarefa continuada de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor do Zika vírus. O Estado pretende pedir o auxílio do Exército e também já disponibilizou 17 carros fumacê para aplicação de UBV nos municípios em estado de alerta e com alto risco de infestação pelo mosquito. 

Na capital sergipana, a orientação é de que as pessoas denunciem casos de suspeita de focos do mosquito, ligando para a Ouvidoria através do telefone 156. A partir de agora, cerca de 900 agentes de endemias estarão nas ruas e as residências que estiverem com o foco serão autuadas. A equipe fará a limpeza do local e o morador terá prazo de dez dias para resolver o problema. A Vigilância Sanitária retornará ao local e, caso não resolva, o morador receberá multa inicial de R$ 100, valor que em caso de reincidência pode duplicar.

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