Sergipe ocupa o 18º no ranking da violência contra a mulher
Tema é sempre o mais discutido quando se comemora Dia da Mulher
Cotidiano 06/03/2013 09h07

Por Silvio Oliveira

Os dados recentes mostram que Sergipe não está por acaso no 18º lugar entre os estados que registram mais violência contra a mulher. Somente nestes primeiros dois meses de 2013, foram registrados na Delegacia de Grupos Vulneráveis mais de 612 processos de violência contra a mulher. O número pode ser ainda bem maior se computados os casos que nem chegaram às instancias oficiais.

Em 2012, a mesma delegacia registrou no mesmo período 561 boletins de ocorrência contra 555 no mesmo período de 2011, ou seja, há uma linha crescente de registros.

Os principais casos continuam sendo casos de agressão física e verbal, ameaça, estupro, atentado violento ao pudor e, principalmente, lesões corporais.

Segundo a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres de Sergipe, Maria Teles, (foto ao lado) o maior número de denúncias pode, necessariamente, não significar maior agressão. Mas, conforme Teles, pode haver mais pessoas virando o “iceberg da violência”, sobretudo a violência doméstica, e procurando as instâncias da rede de proteção.

Para ela, há um esforço grande do Governo de Sergipe em mudar a posição de Sergipe no ranking. “Infelizmente, em que pese o esforço do governo no sentido de ampliar os serviços, os centros de referências, as delegacias, as campanhas e preparação de profissionais para fazer acolhimento, Sergipe ainda está no 18º no ranking entre os estados”, afirmou.

Esforço nacional

A Secretaria Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, (foto ao lado) afirmou que há vários tratados internacionais assinados, quanto à minimização desse tipo de violência. E que o governo federal tem buscado incentivar a construção das delegacias especializadas da mulher, além da formação de uma rede de proteção que garanta, não só o acesso à proteção, mas a liberdade econômica.

“Não adianta só a mulher ter condição de chegar à delegacia, mas a condição de liberdade econômica. De poder não pensar que ela tem que ficar com o seu companheiro porque tem que sustentar seus filhos e depende dele. Temos que ter a condição de escolha. A formatação dessa rede de atendimento, não só o cuidado da mulher, mas na condição de refazer seu projeto de vida de forma autônoma e liberdade de escolha, é isso que nós estamos optando”, garantiu.

Regina Miki anunciou que nos próximos dias a presidente Dilma Roussef deverá lançar iniciativas e políticas públicas para a formatação dessa rede de proteção e garantias. “Ela já existe, mas às vezes não tem fluxo, e facilidade da mulher poder buscá-la”, disse.

Fotos: Ilustração

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