Sergipe notificou mais de 240 casos de dengue em janeiro
Número é sete vezes maior do que no mesmo período do ano passado Cotidiano 09/02/2015 19h35Da Redação
O período de maior transmissão da dengue já começou e demonstra que é preciso ficar alerta. De acordo com o primeiro balanço do Ministério da Saúde de 2015, o número de casos notificados em Sergipe durante o primeiro mês deste ano é sete vezes maior do que no mesmo período do ano passado. Ao todo, foram notificados 241 casos em janeiro de 2015, enquanto nos primeiros 31 dias de 2014, foram registrados 34 casos. A incidência de casos por 100 habitantes também aumentou, saltando de 10,9 este ano para 1,5 no ano passado. Este ano ainda não houve registro de óbitos por dengue no estado.
No último sábado (7) todo país participou do ‘Dia D de combate à Dengue e ao Chikungunya’. Em Aracaju, as ações foram realizadas em diversos pontos da cidade e nos dois shoppings da capital, atraindo a atenção para os cuidados essenciais no combate ao mosquito Aedes aegypti. A mobilização faz parte dos trabalhos da Vigilância Epidemiológica, da Diretoria de Vigilância em Saúde e da Rede de Atenção Primária Municipal.
O coordenador de campo do Programa de Controle da Dengue analisa que o ‘Dia D’ feito em várias frentes de ação causa um trabalho bastante amplo. “Nosso foco é sensibilizar a população para que junte força conosco no combate à Dengue e também se cuide para prevenir a Febre Chikungunya. É preciso o apoio de todos, cada um fazendo sua parte em prol da coletividade”, disse.
Para Remilda Gomes, passageira de um táxi lotação do Centro de Aracaju, a campanha teve a função de lembrete para o olhar apurado dentro de casa. “Já conhecia boa parte dos cuidados apontados no panfleto que recebi, mas creio que reler e conhecer detalhes sobre tais cuidados nos livrará da Dengue e da Febre Chikungunya. Devemos redobrar nossa atenção contra o mosquito”, afirmou.
Brasil
O balanço do Ministério da Saúde registrou um aumento de 57,2% dos casos notificados no mês de janeiro, comparado ao mesmo período do ano passado. Foram 40.916 notificações no primeiro mês de 2015, contra os 26.017 em janeiro de 2014. Por outro lado, os números preliminares de óbitos, casos graves, além da nova denominação “dengue com sinais de alarme” apresentaram queda. Os 77 casos de dengue com sinais de alarme – quando a doença tem maior chance de se agravar – são 80,8% menor que os 402 registrados em janeiro de 2014.
Nos casos graves, a redução foi de 71,42%, caindo de 49 - em 2014 - para 14, em 2015. A queda nos óbitos foi 83,7% (37, em 2014, para seis mortes, em 2015).
Chikungunya
Além do perigo da dengue, o período de chuvas deste ano trará uma nova ameaça à saúde: a febre chikungunya. Em 2015, foram registrados 23 casos autóctones da doença, sendo 22 na Bahia e um em Goiás. Nenhum caso importado.
Em 2014, foram confirmados 2.847 casos de febre chikungunya, sendo 94 importados, ou seja, de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela e Ilhas do Caribe. Outros 2.753 são autóctones - diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Foram 1.554 casos em Oiapoque (AP); 996 em Feira de Santana (BA); 198 em Riachão do Jacuípe (BA); um em Baixa Grande (BA); dois no Distrito Federal; um em Boa Vista (RR); e um em Campo Grande (MS).
Reforço
O coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, ressaltou que cerca de 70% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão em residências. “Em 15 minutos semanais é possível fazer uma vistoria em casa e acabar com qualquer possível criadouro do mosquito. Toda a vizinhança precisa se engajar no combate ao mosquito”, convocou Giovanini.
O coordenador alertou também para o hábito das pessoas de estocar água em casa, especialmente neste período de estiagem. “Acumular água em casa sem proteção, sem que os vasilhames estejam corretamente fechados, facilita a reprodução do mosquito transmissor da dengue”, ressaltou, lembrando que não se pode deixar também de considerar os outros fatores de risco para a procriação de mosquitos, como calhas, pneus, brinquedos, caixas d’água destampada, vasilhas de água para animais.Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle dessas doenças, o Ministério da Saúde repassou um recurso adicional de R$ 150 milhões a todos os estados e municípios brasileiros. Os recursos são exclusivos para qualificação das ações de combate aos mosquitos transmissores da dengue e do chikungunya, o que inclui a contratação de agentes de vigilância.
Do total repassado, R$ 121,8 milhões foram para secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões às secretarias estaduais. O recurso adicional é exclusivo para ações contra dengue e chikungunya. O valor representa um subsídio de 12% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde de R$ 1,25 bilhão.
A preparação contra a dengue foi reforçada com a distribuição de insumos estratégicos, como larvicidas, inseticidas e kits para diagnóstico. Além disso, o Ministério da Saúde elaborou e divulgou os planos nacionais de contingência de dengue e chikungunya e assessorou estados na criação dos planos locais.
Desde novembro do ano passado, o Ministério da Saúde e as secretarias municipais de saúde veiculam a campanha de combate à dengue e ao chinkungunya, que tem como slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”. São divulgadas orientações à população sobre como evitar a proliferação dos mosquitos causadores das doenças e alertar sobre a gravidade das enfermidades.
O Ministério da Saúde recomenda algumas medidas de prevenção, entre elas: manter as caixa d’águas e outros recipientes de armazenamento de água fechados; colocar as garrafas com a boca para baixo; não deixei água acumulada sobre a laje ou calhas; manter a lixeira fechada; colocar arreia nos pratos das plantas, entre outras.
*Com informações do Ministério da Saúde e Agência Aracaju

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

