Sergipe não será atingido pela mancha negra do Rio São Francisco
Cotidiano 24/04/2015 06h53O Instituto de Meio Ambiente de Alagoas ( IMA) apresentou auto de Infração a Chesf pela mancha no Rio São Francisco, entre os estados de Alagoas e Bahia e próximo a Sergipe. O auto foi apresentado na reunião emergencial do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Maceió que aconteceu na tarde desta quinta feira, 23. Na ocasião, representantes do IMA garantiram que a mancha não atingirá Sergipe porque a Chesf aumentou a vazão do reservatório de Paulo Afonso 4 para o reservatório de Xingó.
Olivier Chagas, secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Sergipe, participou da reunião e explicou o processo de redução da mancha. “A Chesf iniciou o processo de difluência da água, que tem apresentado resultados positivos, com redução da densidade da mancha. Esse processo de difluência consiste no aumento da vazão da água no reservatório de Paulo Afonso 4 para o reservatório de Xingó”, disse.
A mancha negra no São Francisco foi causada pela microalga Dinoflagelados, que surgiu após liberação de sedimentos de uma barragem da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) ao lago Belvedere, esvaziado no dia 22 de fevereiro para manutenção. O local fica no Complexo Apolônio Sales, que abastece a usina hidrelétrica de Paulo Afonso.
Segundo o diretor do Laboratório do IMA, Manoel Messias do Santos, a microalga não tem o rio São Francisco como habitat natural, ela é típica de ambiente marinho e fica só na superfície da água. “Foi um fato atípico. Essa alga prolifera e retira o oxigênio da água, o que pode causar mortandade de peixes. Essa alga é mais nociva para peixes e crustáceos, que podem morrer caso se alimentem dela”, explicou.
A microalga ainda contou com dois fatores que ajudaram a se proliferar: a alta incidência de sol e a seca do rio, que faz com que a água fica parada.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, que acompanhou a reunião representando o governador Jackson Barreto, o governo de Sergipe estava preparado caso a mancha chegasse ao estado. “O governador Jackson Barreto determinou, assim que soube da mancha, atenção especial ao caso. Os órgãos que estão ligados a questão hídrica, no caso, nossa secretaria, a Deso, a Adema e o ITPS estão de prontidão com uma estrutura de emergência, caso seja necessário. Mais de 50% dos sergipanos utilizam a água do Rio São Francisco, através da Deso, por isso, é sempre muito preocupante qualquer coisa que aconteça no Rio. Por não ser uma mancha tóxica, ela não causa nenhuma negatividade de forma tão agressiva ao ser humano”, declarou, acrescentando que a Adema deve publicar laudo sobre o caso no início da próxima semana.
Fonte: Agência Sergipe
Foto: Paulo Tim Tim / Semarh

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