Sergipe já registra mais de 70 casos de microcefalia em 2015
Aracaju deve decretar situação de emergência
Cotidiano 26/11/2015 20h37

Da Redação

Os casos de microcefalia continuam crescendo em Sergipe, conforme boletim divulgado na tarde desta quinta-feira (26) pela Secretária de Estado da Saúde (SES). A pasta informou que já foram notificados 74 casos de recém-nascidos com a malformação cefálica. O estado ocupa a terceira colocação no ranking dos locais com maior número de registros, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte (487) e da Paraíba (96), confirmados pelo Ministério da Saúde até o último dia 24.

Nesta sexta-feira (27), a Secretaria da Saúde de Aracaju deve decretar situação de emergência. Na semana passada, o Ministério Público Estadual (MPE) expediu uma recomendação alertando os gestores da Saúde do Estado e do Município de Aracaju sobre a necessidade de garantir a assistência continuada aos recém-nascidos diagnosticados com a doença.

Durante a audiência ficou acordado que os bebês com microcefalia que nascerem na  Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, continuarão sendo assistidos naquela unidade, que é de alto risco. Os demais bebês devem ser encaminhados para o Centro de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente (Cemca), que funciona no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar), no bairro Siqueira Campos, zona Oeste da capital.

A microcefalia afeta o crescimento adequado do cérebro do bebê. O governo ainda não identificou a causa do aumento recente de casos de microcefalia, principalmente em estados do Nordeste, mas a principal hipótese é que o crescimento esteja associado à ocorrência do vírus zika em gestantes. Não há casos na medicina que comprovem a relação, mas pesquisas como uma da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constataram a presença do genoma do vírus em mães que tiveram bebês com microcefalia. O Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue.

Sobre as gestantes, o Ministério da Saúde alerta que é importante que mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico. O Ministério reforça ainda a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.

É importante também que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

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