Sergipe diz ‘sim’ à reforma política
Cotidiano 16/09/2014 09h59Por Elisângela Valença
Das 1.500 urnas distribuídas nos 75 municípios sergipanos pela secretaria operativa estadual do Plebiscito Popular da Reforma Política, 90% já foram apuradas. Dos 184.122 votos, 181.170 foram pelo ‘sim’, pela Reforma Política no Brasil; 2.735 votaram ‘não’; 60 foram em branco e 149 foram nulo. Com estes números, já é possível dizer que Sergipe diz ‘sim’ à reforma política.
O Plebiscito Popular aconteceu em todo o país, de 1º a 7 de setembro, com urnas físicas e votação online. Os dados nacionais dos votos físicos ainda não foram divulgados, apenas os números da votação online: foram 1.744.872 votos; 96,9% votaram ‘sim’ e 3,1% votaram ‘não’.
“Estes números superam nossas expectativas, mostram que se precisa rever a nossa realidade”, disse Rawy Sena, membro do Movimento dos Sem Terra (MST) e da secretaria operativa em Sergipe. Segundo ele, a expectativa, para o país, era de 500 mil votos e, em Sergipe, 200 mil. “Como ainda faltam 10% das urnas, devemos superar as expectativas”, comentou.
Ele disse ainda que o número de 1.500 urnas é o número oficial de urnas distribuídas pela secretaria operativa. “Como todo o material estava disponível na internet para que todo e qualquer cidadão montasse uma urna, este número será ainda maior”, comentou. Os Estados tem até o dia 19 para finalizar a apuração e enviar para a nacional, que deverá divulgar o resultado no dia 24.
O Plebiscito é organizado nacionalmente por 450 organizações, englobando, sindicatos, movimentos sociais, religiosos entre outros. Em Sergipe, são 32 entidades, além de mandatos de vereadores, prefeitos e deputados estaduais. O resultado final será entregue ao Congresso Nacional em outubro, logo após o primeiro turno das Eleições 2014.
“Este é um resultado muito significativo, é a população que está pedindo esta reforma. Agora, vamos pressionar o Congresso para que se chame uma Constituinte exclusiva para tratar o assunto”, disse Roberto Silva, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE).
“O Plebiscito não tem valor legal, mas tem valor político. Ele comunga o sentimento externado com as manifestações de junho de 2013. Algumas pessoas podem ter questionado ‘fomos às ruas, e agora?’, mas tudo é um processo e este plebiscito é parte dele”, disse Lídia Anjos, do Movimento Nacional pelos Direitos Humanos em Sergipe (MNDH-SE).
“Estamos focado agora em finalizar a apuração. Depois disso, faremos uma reunião de avaliação e discutiremos encaminhamentos, continuidade, novas ações”, disse Paulo Vitor, do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor-SE).
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