Sergipe desperdiça 53% da água tratada, aponta relatório
Cotidiano 15/05/2017 19h35Por F5 News
Mais da metade da água tratada para consumo é perdida antes de chegar às torneiras da população em Sergipe. Isso é o que aponta um relatório divulgado nesta segunda-feira (15) pela Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies), com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
De acordo com o estudo, no ano passado, 53.12% da água potável foi perdida. A taxa é bem superior à média nacional, que é de 36,7% de perdas de água. O número representa 100 milhões de litros de água desperdiçados.
Os dados colocam o estado na quinta colocação no ranking nacional e como o segundo estado que mais desperdiça água no Nordeste, perdendo apenas para o Maranhão, onde o volume de perdas alcança 62,6%.
As perdas antes que a água chegue ao consumidor final provém sobretudo de vazamentos e ligações clandestinas.
“Esses vazamentos são verificados principalmente em tubulações da rede de distribuição, provocados especialmente pelo excesso de pressão em regiões com grande variação de relevo”, destaca o relatório.
Outro problema apontado pelo estudo são os chamados “gatos”, ou seja, é água que foi efetivamente utilizada, porém não foi medida e deixou de gerar faturamento à empresa prestadora do serviço.
De acordo com a Fies, a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) é a 13ª empresa que mais deixa de lucrar com essa perda. A cada R$ 100 mil faturados, outros R$ 42 mil se perdem.
Os ‘ralos’
As perdas de água representam um dos maiores desafios e dificuldades para a expansão das redes de distribuição de água no Brasil, conforme relata um estudo do Instituto Trata Brasil lançado no ano passado.
Segundo o Trata Brasil, estados com elevados índices de perdas de faturamento, como é o caso de Sergipe, não conseguem obter arrecadação para cobrir as despesas de suas empresas de saneamento.
“Caso todo o país conseguisse baixar suas perdas financeiras com a água a um índice de 20%, haveria um aumento na receita operacional da ordem dos R$ 10,32 bilhões/ano”, conclui o instituto.
Na avaliação da Fies, os dados evidenciam um problema nacional que, somado à má qualidade do serviço de saneamento básico, reduz a produtividade dos trabalhadores, aumenta os custos de implantação de unidades industriais e compromete o desenvolvimento da economia.
Além disso, a Federação enfatiza que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada US$ 1 investido em água e saneamento, são economizados US$ 4,3 em custos de saúde no mundo.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
