Sergipe começa a realizar testes para diagnosticar Zika
Saúde espera reduzir tempo resposta do exame de 60 para até 15 dias
Cotidiano 18/02/2016 16h44

Da Redação

A Secretaria da Saúde de Sergipe (SES) começou a realizar os exames para diagnosticar o Zika vírus - doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da Dengue e da Chikungunya - nesta quinta-feira (18).

Segundo a pasta, com a realização do teste aqui no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), o tempo de resposta deve ser reduzido de 60 para até 15 dias. Até então, as amostras coletas em pacientes sergipanos eram encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará. Ao todo, 682 amostras foram enviadas, das quais 124 deram resultado negativo para doença e as demais ainda aguardam resultado, conforme informações do último boletim epidemiológico.

Ainda de acordo com a Saúde, serão realizados entre 40 e 60 testes para Zika por semana no Lacen/SE. O exame deve ser realizado assim que o paciente apresentar os sintomas da doença, com preferência para gestantes.

Nesta quinta também foi apresentado um grupo de trabalho dos pesquisadores da Universidade São Paulo (USP) e Coordenação Geral de Rede de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) do Ministério da Saúde, que estão em Sergipe para realizar estudo sobre o diagnóstico do Zika vírus.

 Os trabalhos estão relacionados à investigação do paciente com quadro do vírus, as crianças com microcefalia junto com suas mães e o vetor, além da apresentação dos trabalhos dentro da assistência e com relação à coleta sanguínea dos pacientes suspeitos, os estudos a partir da infestação vetorial e nos bairros onde existem pacientes com os sintomas da doença. "Precisamos ter esse planejamento para defender nossa população das doenças transmitidas pelo Aedes", destacou o secretário da Saúde, José Sobral.

Surto

Transmitido pelo Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya.

Porém, no dia 28 de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que, quando gestantes são infectadas por esse vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode ser associada a danos mentais, visuais e auditivos.

A microcefalia não é uma malformação nova, é sintoma de algum problema no organismo da gestante e do bebê, e pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e agora ficou confirmado que também pelo vírus Zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode levar a essa condição.

*Com informações da SES

 

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