Sergipanos sofrem para conseguir agendar perícia no INSS
Com médicos em greve há quatro meses tempo de espera triplicou Cotidiano 07/01/2016 11h11Por Fernanda Araujo
Esta semana a greve dos médicos peritos do INSS completou quatro meses e é considerada a mais longa da história do órgão. Essa categoria está paralisada desde o mês de setembro do ano passado. A Associação Nacional dos Médicos Peritos declarou que, até agora, não recebeu nenhuma contraproposta do governo e que a paralisação respeita o que determina a lei sobre a manutenção dos 30% do efetivo.
Apesar dos profissionais ganharem entre R$ 11.300 e R$ 16.200 por mês, eles cobram, entre outras coisas, recomposição salarial e uma jornada de 30 horas de trabalho e não 40h semanais como é atualmente. Por lei, 30% dos peritos precisam trabalhar durante a greve. Só que a demanda não diminui e inevitavelmente, o número de perícias caiu: eram 600 mil por mês, agora são 300 mil no país.
Enquanto isso, nas unidades, alguns contribuintes seguem com dificuldades. Segundo a publicitária Aline Alves, que sofreu um acidente em outubro, a perícia foi remarcada por três vezes e está se virando com a ajuda da família. “Vim aqui duas vezes e não consegui ser atendida porque estava muito cheio, depois consegui e agendaram para novembro, só que não havia médico no dia e remarcaram para dezembro, novamente não consegui e mandaram retornar agora em janeiro”, relata.Na manhã desta quinta-feira (07), a unidade da Avenida Ivo do Prado, Centro de Aracaju (SE), estava lotada de segurados buscando atendimento. “O atendimento está normal, mas muito lento. A minha perícia foi agendada para fevereiro. Está muito cheio, a gente fica enfrentando fila, ninguém merece uma coisa dessas”, reclama a professora Maria Silva.
Outros beneficiários afirmam que estão tendo a sorte de ser atendidos normalmente, como o jovem Luan da Silva Santos que quebrou o fêmur após um acidente de moto no dia 25 de março – antes da greve. “A perícia foi à minha casa em Socorro e o meu benefício foi aceito, mas agora foi cortado porque era só para seis meses, só que eu ainda não tenho condições de trabalhar. Mandaram ir ao hospital João Alves falar com o médico que me atendeu e voltar para cá de novo para passar pela perícia novamente e voltar a receber o benefício. No meu caso não demorou, eu vim aqui na segunda-feira e agendou para passar pela perícia hoje. Estou esperando que dê tudo certo”, diz.Em nota, o INSS informou que são 1,3 milhão de perícias atrasadas desde o início da greve. O tempo médio de espera para agendar uma perícia passou de 20 para 80 dias. O instituto declarou que reconhece as dificuldades e 'conclama' que os servidores retomem as atividades. O telefone para informações e reagendamentos no INSS é o 135. A perícia é exigida para se conseguir auxílio-doença, aposentadoria especial por invalidez ou mesmo para poder voltar ao trabalho depois da licença.
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

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