Sergipanos reclamam da demora nas obras de duplicação da BR 101
Acidentes se tornaram comuns na rodovia que deve ficar pronta em 2017 Cotidiano 08/06/2015 11h45Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo
Quem trafega pelos trechos que estão sendo duplicados, na rodovia federal BR 101 em Sergipe, precisa de cautela e paciência. Dirigir se tornou um desafio perigoso. As obras de expansão da pista se arrastam há mais de 20 anos. Em agosto do ano passado o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou a F5 News que a obra deveria ficar pronta em julho de 2015, mas a nova previsão do órgão é de concluir a duplicação em 2017.
O atraso preocupa quem enfrenta a rodovia todos os dias por conta do trabalho, como Matheus da Silva Brás que há dois anos é cobrador de ônibus. “Próximo ao Pai André (povoado) mesmo não presta pra nada, a rodovia cheia de buracos há um ano e quatro meses e não resolveram. Por causa das chuvas uma parte da pista chegou a ceder. Diariamente corremos riscos de acidente. Uma parte da pista que já estava pronta, agora cedeu. Graças a Deus nunca sofri acidente, mas o perigo existe”, diz.
O motorista José Erlan Nunes dos Santos conta que a situação é crítica e tem tirado o sossego dos trabalhadores. “A pista é péssima, cheia de buraco, não tem acostamento em várias partes, e a obra da duplicação não termina nunca. Muito congestionamento, nós perdemos horário, todo mundo se estressa e ainda tem o risco de acidente porque sempre aparece uma carreta ultrapassando em lugar indevido e a gente não tem acostamento para se livrar”, relata. Entretanto, nem todo mundo tem a mesma sorte. As más condições do asfalto aliadas à imprudência de condutores, fazem com que os acidentes sejam corriqueiros. No último dia 26 de maio, uma colisão frontal entre duas carretas no Km 71 da BR101, próximo à cidade de Maruim, tirou a vida do caminhoneiro Elvis Soares da Rosa, 35 anos, que viajava para o Rio Grande do Sul. A informação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é de que o condutor do outro caminhão estaria forçando uma ultrapassagem.De acordo com a PRF, ao longo do ano passado, Sergipe registrou 18,43 acidentes por milhão de veículos em circulação. Atualmente, 129 km do total de 206 km de extensão da BR-101 no estado estão em duplicação, desses cerca de 60 km já foram duplicados.
O cobrador José Raimundo espera que a conclusão da obra acabe com os transtornos. “Se a BR já estivesse pronta seria bem melhor. A gente chegaria mais cedo no destino e não precisaria desviar o caminho porque, quando interditam a rodovia, temos que ir pela Barra dos Coqueiros”,afirma.O caminhoneiro Claudio Gonçalves já perdeu as contas dos prejuízos causados pelas péssimas condições da pista. “A gente sai de casa, mas não sabe se vai voltar e quando volta é contabilizando as despesas que vai ter pra consertar o caminhão”, lamenta.
O Dnit disse que o prazo para conclusão da obra foi prorrogado por conta do “aumento no escopo; desistência de empresas contratadas; processos de desapropriação e liberação de trechos por concessionárias de serviços públicos, por exemplo, a instalação de postes da Energisa”.
Orçamento
Em abril de 2013, o Dnit informou que, com o intuito de acelerar a duplicação, passou a gerenciar as obras remanescentes que estavam sob a responsabilidade do 4º Batalhão de Engenharia e Construção, incorporando assim, o trecho do KM- 51,7 ao KM-77,3.
Além das novas pistas, o projeto inclui a construção de 45 pontes, 9 viadutos e 3 passagens inferiores. O projeto foi orçado em cerca de R$ 1 bilhão proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Após revisões passou a custar R$ 1.093.884.378,95.
No final do mês passado, a revista IstoÉ divulgou que uma empreiteira responsável por parte da obra que ainda tem dois lotes pendentes recebeu um aditivo do contrato de R$ 1,2 milhão e o preço por quilômetro passou de R$ 4,7 milhões para R$ 5,4 milhões.
Foto 1: Arquivo F5 News
Fotos 2 e 4: Fernanda Araujo/F5 News
Foto 3: reprodução F5 Notícias

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