Sergipanos lamentam perda da "rainha do forró"
Cotidiano 26/11/2014 10h35

Por Elisângela Valença

A rainha do forró deixou seu público. Clemilda morreu na madrugada de hoje (26), depois de enfrentar complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC) desde maio deste ano. Como seria de se esperar, a notícia da morte da cantora abalou grande parte da população sergipana.

“Cresci ouvindo Clemilda. Meu pai era fã e botava a todo volume. Quando estagiei na Fundação Aperipê, tive o prazer de trabalhar com essa figura. Ela sempre mandava beijo pra mim em sinal de carinho. Clemilda era uma querida, a alegria das nossas manhãs, do nosso São João e da nossa cultura. A música brasileira perde mais uma das suas cantoras ilustres. Mas o céu está em festa, pois o que vai rolar de talco no salão, não tá de brincadeira”, disse Débora Andrade, planner digital.

“Clemilda foi um ícone na música sergipana, uma das mais importantes cantoras da história da música nordestina. O Nordeste perde um talento musical e a nossa rainha do forró”, disse a produtora Simone Fontes.

“Clemilda deixa uma herança de uma grande obra do forró brasileiro, nordestino, sergipano”, disse o cantor Mingo Santana, em entrevista à Rádio Liberdade FM.

“Ela nasceu em Alagoas, mas escolheu Sergipe para guardar sua história. É um dia de perda, mas de sentir orgulho por ter Clemilda como uma filha adotada e amada por Sergipe”, disse Amorosa, cantora e diretora de Arte e Cultura da Fundação Municipal de Cultura (Funcaju).

“Ela aproveitou seu sucesso nacional para propagar o nosso Estado e a nossa tradição forrozeira. Contribuiu significativamente para o surgimento de novos nomes desse ritmo musical com seu programa ‘Forró no Asfalto’, na TV e rádio Aperipê", disse Eloísa Galdino, secretária Estadual de Cultura.

Para o governador do Estado, Jackson Barreto, Clemilda simboliza a sergipanidade. “Clemilda faz parte do nosso patrimônio cultural. Carregou Sergipe na sua música e coração. Perdemos hoje uma grande representante de nossa identidade”, disse.
 

Clemilda está sendo velada no Osaf, no Centro de Aracaju. O enterro será às 16h, no Cemitério São João Batista.

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