SENAR leva esposas de pescadores ao Oceanário
Cotidiano 12/07/2014 07h36Admiração, respeito, curiosidade, esses foram alguns dos sentimentos das 16 alunas, esposas de pescadores do povoado Areia Branca, no Mosqueiro, do curso de ‘Preparador de Pescados’, ofertado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) de Sergipe em parceria com o Pronatec Rural ao visitar o Oceanário de Aracaju, na Orla de Atalaia, pela primeira vez.
Segundo a instrutora do curso, Tânia Farias, a visita ao Oceanário teve o objetivo de agregar conhecimento. “Elas já assistiram a alguns vídeos sobre os peixes, então, chegou a hora de conhecer alguns deles, como vivem, do que se alimentam. Optamos por vir ao Oceanário que tem uma grande variedade de peixes e monitores que falam de cada espécie”, explicou.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (FAESE), Eduardo Sobral comentou que mesmo o IBGE declarando que em Aracaju não existe Zona Rural, “o SENAR como integrante do Sistema FAESE compreende a pesca seja ela em mar aberto ou cativeiro como atividade. É por isso a atuação do SENAR em uma área urbana, que nesse caso é a capital sergipana”.
A supervisora do Senar Pronatec, Luana Aragão disse que o curso de carga horária de 200 horas, além de ensinar a preparar pescados e crustáceos aborda outras temáticas que envolvem os peixes. “Durante o curso elas aprendem sobre a estrutura dos peixes, qualidade, temperatura, beneficiamento do pescado, higiene e manipulação de alimentos, empreendedorismo e na última etapa vamos abordar sobre culinária. Com conhecimento essas mulheres poderão trabalhar e até abrir seu próprio negócio”, destacou.
A dona de casa e pescadora Fátima Lima disse que a visita ao Oceanário foi um momento único de aprendizado. “Esse é o primeiro curso que faço na vida, será meu primeiro certificado, por isso nunca perdi uma aula, porque aula perdida não pode ser recuperada, perco ensinamento que podem me fazer falta no futuro”, observou.
Além de aprender ela fez novos amigos. “Como dona de casa a gente acha que sabe tudo, mas eu cortava qualquer tipo de peixe de uma única forma, vi que estava errada, cada espécie tem um tipo de corte. Ao final do curso espero que eu e minhas colegas possamos abrir uma cooperativa e assim quem sabe teremos mais uma renda”.
A marisqueira Rivaneide dos Santos tem muitos sonhos, um deles é trabalhar por conta própria. “Quero abrir meu restaurante, com o curso, sei que tenho condições para isso, pois já aprendi noções de higiene, corte e vamos aprender como usar o peixe na culinária. Meu sonho está próximo de ser realizado”.
Fonte e foto: Asscom/Senar

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