Seminário avalia programas de políticas públicas
Cotidiano 20/08/2015 10h50Por Elisângela Valença
O dia de hoje (20) está voltado para as políticas públicas das áreas de saúde, educação, meio ambiente, tecnologia, entre outras. É que a Fundação de Apoio à Pesquisa e a Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) está realizando o Seminário de Avaliação Final do Programa de Apoio e Desenvolvimento de Políticas Públicas, referente aos projetos aprovados no Edital n° 13/2012.
Foram 30 projetos, desenvolvidos em cerca de dois anos de pesquisas nas mais diversas frentes de atuação com o objetivo contribuir para análise, formulação e implementação de políticas públicas que venham atender às demandas sociais e institucionais das secretarias do Estado de Sergipe.
“As secretarias fizeram acordos com a Fapitec, lançamos edital para captar recursos e projetos juntos a instituições de pesquisa, como UFS [Universidade Federal de Sergipe], UNIT [Universidade Tiradentes], Embrapa. Os projetos são desenvolvidos, acompanhados e, enfim, avaliados”, disse Ricardo Santana, diretor-presidente da Fapitec.
Com a avaliação final, que está acontecendo hoje, são apontados ajustes, se necessários. “Se não forem necessários ajustes, as secretarias já podem se apropriar destes resultados e desenvolver as ações. A avaliação de hoje é feita por comissão científica pelas equipes da secretarias, que já dizem se há ou não aderência dos projetos”, explicou o diretor-presidente.
Um desses projeto tratou da utilização de produtos naturais no tratamento fibrose hepática causada pela esquistossomose. “No mundo inteiro, a esquistossomose está em segundo lugar entre as doenças negligenciadas e com elevada morbidade e 54 dos 75 municípios sergipanos são endêmicos, incluindo a capital”, disse Claudia Moura, pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Pesquisa da Universidade Tiradentes (ITP/UNIT).
Segundo a pesquisadora, os medicamentos utilizados no tratamento da esquistossomose são da década de 1940 e apresentam limitações, desde toxicidade a efeitos colaterais. “Além de falhas, pois algumas linhagens do parasita não respondem mais ao princípio ativo”, explicou.
Claudia explicou que a pesquisa tentou otimizar a estratégia terapêutica com uso de produtos naturais, como romã, carqueja e própolis vermelha, que, segundo ela, nativa da região de Sergipe e Alagoas. “Faz parte da política do SUS [Sistema Único de Saúde] a utilização de fitoterápicos e do conhecimento popular. Muitos produtos começaram a ser estudados por conta dos relatos da comunidade. É o meio científico aprimorando o conhecimento popular”, destacou a pesquisadora.
Ela disse que os testes in vitro (testes em equipamentos de laboratório que reproduzem o ambiente de um organismo vivo) e in vivo (testes em organismos vivos) trouxeram resultados satisfatórios, mas ainda tem uma caminhada pela frente até chegar à população. “Ainda temos patenteamento, avaliações, testes até chegarmos aos testes em seres humanos para processamento e comercialização”, explicou.
A pesquisadora ressaltou a importância deste programa de apoio à pesquisa. “Editais assim direcionam demandas que realmente são importantes para o setor público. Os resultados práticos demoram um pouco a chegar à população, mas se não houver o fomento no meio científico, eles nunca vão chegar”, afirmou.
Segundo o diretor-presidente da Fapitec, já está sendo negociada a renovação destes acordos. “Com esta renovação, deve ser lançado um outro edital até o final do ano para contratar pesquisas para a partir de 2016. A ideia é a continuidade para o fomento da pesquisa”, disse Ricardo.

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