Semarh e Bombeiros discutem formas de descarte dos extintores BC
Cotidiano 28/01/2015 13h36

O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, se reuniu esta semana com gestores do Corpo de Bombeiros, ITPS, Adema e Detran para discutir uma forma de descarte do extintor de incêndio tipo BC mediante a Resolução 333/2009 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que estabeleceu que desde 1º de janeiro de 2015 os veículos automotores só podem circular equipados com extintores com carga de pó ABC. O objetivo é evitar uma agressão ao meio ambiente, se for feita de forma aleatória.

Na reunião, ficou acordado que serão criados pontos de coleta dos extintores de incêndio no Estado e que o Corpo de Bombeiros fará o recolhimento uma vez por semana. Além disso, o secretário Olivier Chagas entrará em contato com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), Mozart Augusto de Oliveira, visando discutir a possibilidade dos postos revendedores de combustíveis passarem a receber os extintores de incêndio descartados.

Foi definido ainda que a Secretaria do Meio Ambiente entraria em contato com as seis empresas em Sergipe que comercializam o extintor de incêndio, para que possam cumprir o que estabelece a Logística Reversa, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A Logística Reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. 

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel  Reginaldo Dória, afirmou que a corporação pode receber os extintores e dar a destinação correta. Segundo ele, os que estiverem em condições de reaproveitamento serão utilizados para treino dos bombeiros. “Quando eles forem esvaziados vamos cortá-lo ao meio, analisá-lo, vê a espessura do cilindro e depois doar o metal para alguma instituição para que possa reciclá-lo e ter uma receita com a venda do ferro”, explicou, citando a Care e o Gap.

O coronel Dória disse acreditar que apenas 30% da frota de veículos de Sergipe precisa trocar agora o extintor de incêndio de pó químico tipo BC, com três anos de validade, pelo ABC, que tem cinco anos de validade.  Isso porque o Estado tem uma frota nova de carros, que já utiliza o extintor ABC, que tem apenas 1 kg.

O representante do Detran, o procurador Aldo Cardoso Costa, informou que o Estado de Sergipe tem uma frota de 620.879 veículos automotores, dos quais apenas 11% foram fabricados até 2004. Revelou que o órgão só faz a fiscalização dos extintores durante vistoria.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, diante dessa quantidade de veículos, cerca de 180 mil proprietários terão que fazer agora a permuta.

O diretor presidente da Adema, Wanderlê Correia, disse que no pedido de licença ambiental para funcionamento dos postos de combustíveis pode exigir a obrigatoriedade de um recipiente para o descarte dos extintores de incêndio. Para ele, isso facilitará a vida dos condutores de veículos automotores que quando fossem abastecer, podem fazer o descarte do extintor. 

Os representantes do ITPS - o diretor José do Patrocínio e o gerente de Metrologia e Qualidade, Miguel Angelo Seixas - explicou que o ITPS só faz o descarte dos extintores apreendidos e acompanha a empresa para fazer o descarte ambientalmente correto. Sugeriu procurar as empresas que revendem o produto para que possam executar a logística reversa.

O secretário Olivier Chagas ficou satisfeito com o resultado da reunião, pelo fato de já ter sido sugerido medidas para um descarte ambientalmente correto dos extintores de incêndio. Disse que a sua preocupação eram com o fato dos condutores descartarem os extintores em terrenos baldios, rios, florestas e lixões, prejudicando o meio ambiente, uma vez que o pó químico tipo BC é um agrotóxico e asfixiante, e o cilindro pode sofrer oxidação e ferrugem, prejudicando o solo. Revela que já o pó químico ABC é menos nocivo, pois serve como fertilizante.

Declarou ainda o secretário que ainda esta semana se reunirá com o representante dos proprietários de postos de gasolina e os donos das empresas revendedoras para tratar da questão do descarte. E que a Semarh iniciará uma campanha de esclarecimento sobre o descarte dos extintores para conscientizar os condutores a fazerem isso forma ambientalmente correta.

“Nós queremos que a necessidade do descarte seja mais educativa e sem prejuízo ao meio ambiente, que punitiva, pois a resolução do Contran avalia como infração grave, multa de R$ 127,69, mais cinco pontos na carteira para quem desrespeitar essa lei”, argumenta Olivier.

Participaram ainda da reunião a superintendente de Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável da Semarh, Vera Cardoso, e a técnica da Adema, Rogéria Araújo.

Fonte: Semarh

Foto: reprodução Detran/SE

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