Sem teto vão à Prefeitura de Aracaju cobrar auxílio moradia
Reintegração de posse deve ocorrer na próxima semana Cotidiano 04/03/2016 17h18Da Redação
Após acamparem na sede da Prefeitura de Aracaju na tarde de ontem (03), para protestar contra a reintegração de posse da área ocupada, líderes da Ocupação Nasce uma Esperança, localizada na região da Ponta da Asa, no final de linha do bairro Santa Maria, foram recebidos nesta sexta-feira (04) pela secretária municipal da Família e da Assistência Social, Maria do Carmo Alves.
De acordo com um dos líderes do movimento Central Sindical Popular (CSP Conlutas), Jackson Batista (foto), a secretária se comprometeu em cadastrar as 220 famílias que moram há seis meses no local. “Nós esperamos que ela cumpra a palavra dela”, disse.
A preocupação dos ocupantes é que o prazo para desocupar a área voluntariamente termina na segunda-feira (07), e eles não têm para onde ir. “Se a gente não sair na segunda, na terça-feira eles estarão aqui com a polícia para nos forçar a sair, mas sem ter para onde ir, o que vamos fazer?”, questiona Jackson.
De acordo com o defensor Alfredo Nikolaus, que intermediou a reunião, o Ministério Público (MP) ingressou com uma ação civil pública contra o Município e contra o Estado, para que prestem assistência social às famílias através do auxílio moradia ou através da realocação. “Temos uma reintegração, mas não temos uma alternativa para essas família, e foi essa alternativa que viemos cobrar”, explicou.
Nikolaus disse ainda que já existe uma liminar contra o Município para que seja prestada assistência a essas famílias, mas que não foi cumprida. “A liminar foi deferida em 2015, o Município recorreu, mas ainda não foi julgado”, disse.
Na reunião a secretária explicou aos presentes que a Prefeitura de Aracaju gasta, anualmente, mais de R$ 4 milhões apenas com a concessão de auxílio moradia e que as coordenadoras dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) devem intensificar a fiscalização das mais de 1.200 famílias que já recebem o benefício na capital sergipana a fim de que o aluguel social seja pago somente a quem de fato precisa.
Segundo Jackson, logo após a reunião Maria do Carmo visitou a ocupação, e agora à tarde o helicóptero da PM sobrevoou o local.

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