Sem recursos, Santa Isabel corre o risco de fechar as portas
Entrada de gestantes e cirurgias eletivas continuam suspensas Cotidiano 29/12/2015 14h31Por Fernanda Araujo
A maternidade e hospital Santa Isabel, em Aracaju (SE), está de portas fechadas, temporariamente, para a entrada de novas gestantes em trabalho de parto desde a noite do último sábado (26), além de estarem suspensas as cirurgias eletivas (adulto e pediátrica) por falta de condições de atendimento. F5 News esteve na unidade nesta terça-feira (29) e os atendimentos continuavam suspensos.
O motivo, segundo a direção do hospital, é a falta de insumos, impossibilitando a continuidade dos serviços, devido à falta de repasse da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Entre os insumos em falta estão medicamentos, material médico-hospitalar, de higiene, limpeza e alimentação.
De acordo com a assessoria de comunicação do Santa Isabel, o estoque de insumos está limitado ao extremo. Caso o problema permaneça, a maternidade alerta que pode fechar também o atendimento na urgência e emergência pediátrica, e não poderá mais admitir pacientes para a UTI pediátrica, UTI adulto e Neonatal.
Em média, a maternidade realiza atendimento obstétrico a 1.200 gestantes, mensalmente, e em torno de 800 partos por mês. De cirurgias eletivas são feitas, em média, 340 mensalmente e mais 35 pediátricas. Na manhã desta terça-feira (29), a área de plantão estava vazia, a unidade apenas está atendendo curetagens que são encaminhadas por outras maternidades.
A maternidade se mantém pelos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e faz aproximadamente 40% dos partos em Sergipe, além de receber pacientes de cidades de estados circunvizinhos, como Alagoas e Bahia. Questionada sobre o valor dos repasses, a assessoria de comunicação não soube informar. “São repasses atrasados ou irregulares como, por exemplo, às vezes devem x e só dão y, e vai se acumulando. Tem verbas atrasadas mais antigas, mas a maioria é desse ano”, esclarece a assessora Rafaela Rodrigues.
Os recursos também são usados para pagar folha de pagamento dos funcionários, aos fornecedores e colaboradores. “Embora tristes, preocupados e decepcionados, não nos restou outra saída senão, por absoluta falta de recursos, suspender os serviços citados. Esclarecemos que a Direção da Associação já comunicou oficialmente a situação à SMS, à SES e à FHS. Informamos ainda que, tão logo essa pendência financeira seja resolvida, os serviços serão reabertos e à disposição dos usuários”, disse o presidente José Carlos Pinheiro, em nota. A direção do hospital permanece em negociação com os órgãos, principalmente com a Municipal com a qual a maternidade possui contrato.
As gestantes que chegam à maternidade são orientadas a procurar qualquer outra unidade. Muitas delas procuraram a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes que está superlotada desde a noite de ontem. Devido à situação, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) montou uma força tarefa para encaminhar as gestantes à maternidades de outros municípios.
F5 News procurou as secretarias Municipal e Estadual de Saúde. A SMS enviou nota informando que a parte obstétrica da maternidade reabre na tarde desta terça-feira (29). Já a SES ficou de encaminhar os esclarecimentos por meio de nota, mas o documento não foi recebido até a publicação desta matéria.

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