Sem contrato, Torre cobra dívida de R$ 30 milhões da PMA
Cotidiano 10/03/2016 13h26

Por Fernanda Araujo e Will Rodrigues

O contrato entre a Torre e a Prefeitura de Aracaju terminou, mas a empresa que fazia o serviço de limpeza e coleta de lixo na capital ainda cobra uma dívida da ordem de R$ 30 milhões. Sem esse dinheiro, a Torre afirma que não terá condições de pagar as rescisões e demais direitos trabalhistas dos que serão demitidos por conta do término do contrato.

Segundo o gerente de Negócios da Torre, José Carlos Dias (foto), são grandes os prejuízos causados com o fim do contrato, encerrado ontem (09), tendo em vista a dívida na ordem de R$ 33 milhões de serviços prestados ao longo de 23 anos na capital sergipana. Da dívida total, de 9 a 10 milhões de reais foram parcelados para ser pagos até dezembro de 2016; 5 milhões divididos até abril; e mais 18 milhões, do serviço prestado em fevereiro, que está fora de qualquer parcelamento.

“Essa dívida vem enfraquecendo financeiramente a empresa, a empresa poderia ficar sem certidões por não estar pagando seus tributos e impostos, ninguém sobrevive dessa forma, não estamos falando de uma quantia qualquer. Parte desse passivo está parcelado, apesar de que com atraso, estão honrando. A gente precisa desses valores para poder honrar com as rescisões trabalhistas dos empregados, com nossos fornecedores, com o financiamento de equipamentos que compramos para execução dos serviços etc.”, afirma o gerente.

A empresa confia que a administração honre com os prazos de pagamento, já que existe uma decisão do Tribunal de Contas do Estado de que a Prefeitura deve pagar as notas vencidas da Torre para só depois pagar as notas da nova empresa licitada que fará a limpeza. José Carlos afirma que o débito não prejudicou a empresa na questão do contrato emergencial, que tornou a empresa Cavo vencedora na noite do ontem, mas adianta que sem os valores pagos não haverá condições de pagar a rescisão dos 1.200 funcionários da limpeza lotados na capital.

“Afora esses anos todos que a gente vem tomando dinheiro antecipado em banco, pagando juros para poder honrar com os compromissos. Mesmo a prefeitura, através da Sefaz e da Emsurb, colocando datas em documentos às vezes não honrava. Infelizmente, a falta de recurso, de gestão financeira, deixou com que a empresa ficasse com 33 milhões a receber e houvesse inúmeras paralisações”, lamenta Dias.

A Emsurb afirma que todas as parcelas acordadas com a Torre estão sendo pagas em dia e, mesmo não confirmando o valor do débito, diz que ele será integralmente pago.

Destino dos empregados

Apesar de possuir contratos com outros municípios e empresas privadas, o futuro dos empregados ainda é incerto, mas a Torre adianta que pode haver demissões, pois não terá condições de permanecer com o mesmo quadro de funcionários.

“A gente vai ver o quadro que a gente vai ficar e aqueles que são dispensáveis. Para que a gente faça essa conta, temos que fazer também a conta financeira de quanto isso implica na rescisão e ver como a Prefeitura vai saldar essa dívida com a empresa. A Emsurb é a responsável subsidiária por esses empregados. Apesar de ser um contrato emergencial de seis meses (180 dias), acreditamos que em setembro ou outubro deverá ter uma nova consulta de preços se até lá não for concluído o processo licitatório”, ressalta o gerente de Negócios.

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