Sem conciliação, briga entre Agamenon e Brasileiro segue na justiça
Vereador diz que pode provar tudo que falou Cotidiano 18/12/2014 16h11Por Aline Aragão
A primeira audiência, a de conciliação, sobre o processo contra o vereador de Aracaju Agamenon Sobral (PP), movido pela ex-presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese), Flávia Brasileiro, foi realizada nessa quarta-feira (17), no Juizado Criminal, dos Fóruns Integrados no Distrito Industrial de Aracaju (DIA), e foi mediada pelo conciliador Adivaldo Teles Júnior e acompanhada pelos advogados de ambas as partes.
Na audiência, não houve conciliação e, segundo o Seese, a atual diretora de formação sindical da entidade, Flávia Brasileiro (foto abaixo), não teria aceitado a proposta de retratação pública feita pelo parlamentar. O processo é um desdobramento de uma queixa contra Agamenon que foi prestada pelas enfermeiras na Polícia Civil, após um pronunciamento do parlamentar, considerado pela categoria como ofensivo.
De acordo com o sindicato, Flávia espera que seja dado o encaminhamento da queixa-crime e que haja um pronunciamento da Justiça e do Ministério Público Estadual, uma vez que, segundo a sindicalista, o vereador tenta enveredar por outros caminhos, tentando desvirtuar o que realmente aconteceu.
Mas segundo o vereador Agamenon Sobral, ele é que não tem interesse em conciliar. “O que estão dizendo por aí não é verdade. Fui intimado e compareci, caso contrário, o processo seria julgado à revelia. Mas em nenhum momento fiz proposta para conciliar, não tenho como fazer isso, pois quero que o caso vá adiante”, afirmou.
Sobral diz ainda que não tem como conciliar com Flávia porque possui provas documentais de que ela vendeu o sindicato durante a gestão da ex-secretária Goretti Reis na Saúde do Município. “Flávia passou o ano de 2013 sem tocar no nome da secretária da Saúde, para beneficiar o marido, Francisco Brasileiro, funcionário do Banco do Estado (Banese), nomeado para o cargo de diretor de Núcleo de Informática da Secretária Municipal da Saúde, sem vínculo nenhum, lesando o estado, mas bastou Goretti sair para ela iniciar uma greve”, disse.
O parlamentar disse também que o Banese está cobrando da Secretaria de Saúde o valor equivalente a R$ 86 mil reais, referente aos serviços do senhor Francisco Brasileiro, por ele não possuir nem sessão, nem decreto.
Sobre as acusações que fez a profissionais que trabalham no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Agamenon diz que está tranquilo. “Tenho duas testemunhas que comprovam tudo o que falei, pois foram elas que me passaram as informações”. Segundo Agamenon, as duas testemunhas se sentem ameaçadas e por isso, ele pediu para que o processo corresse em segredo de justiça.
Uma audiência preliminar de instrução foi marcada para o dia 23 de fevereiro de 2015, às 8h20.

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