Sem atendimento na rede municipal, pacientes buscam socorro no Huse
Maior hospital de Sergipe monta Plano de Contingência para atender superlotação Cotidiano 16/12/2016 16h45 - Atualizado em 16/12/2016 16h51Por F5 News
O Pronto Socorro do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) voltou a ficar superlotado. O motivo é a falta de atendimento nos postos de saúde e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Zona Norte e Zona Sul em Aracaju. Para reduzir o impacto e caos causado pela crise na rede municipal, o Huse montou um Plano de Contingência para não comprometer os trabalhos das equipes assistenciais do hospital.
Em outubro passado, com a greve dos médicos do município, o hospital chegou a pedir auxílio ao Exército para montar uma tenda de campanhaem sua área externa e atender aos pacientes considerados de baixa complexidade. Desta vez, segundo a direção do Huse, não será preciso usar a tenda. Foi montado um novo espaço na Área Azul das poltronas, considerada para baixa complexidade, com a finalidade de agilizar a demanda.
“Não vamos montar a tenda. Temos uma equipe especial preparada para atender esse fluxo da porta. Com isso, reduzimos o tempo de espera e organizamos o fluxo. A maior demanda é a baixa complexidade, por isso estamos nos preparando com equipe e escalas. Estamos nos preparando também para as festas de final de ano. Os profissionais estão no limite. Peço a compreensão de todos, pois o Huse, mais uma vez, vai dar conta do recado”, afirmou o coordenador do Pronto Socorro, Vinícius Vilela.
Segundo a direção do Huse, de 06 a 14 deste mês, foram contabilizados 5 mil atendimentos. Desse total, 1.800 foram destinados para a Área Azul, sendo que 1.600 foram considerados de baixa complexidade, ficando apenas 190 usuários internados para novos tratamentos, exames e medicações.
O aposentado José Carlos Mota, 69, não se sentiu bem e procurou atendimento na UPA Zona Norte, mas, sem sucesso, foi encaminhado ao Huse. O paciente já está com o tratamento com soroterapia, exames e aguardando alta médica. “Estão brincando com a saúde do nosso município. Tanto que a gente paga os nossos impostos e quando precisa é uma humilhação. O Huse está superlotado, mas atendendo da melhor forma possível”, afirmou.
O novo espaço é uma retaguarda dos atendimentos rápidos, característicos dos postos de saúde, como hidratação, soro, medicação, aplicação de aerosol, etc. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão trabalhando para não sobrecarregar as equipes do internamento.
*Com informações da SES

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