Seguros piratas lesam clientes com falsa proteção veicular
Apesar de multas e denúncias, fraude persiste em todo o país Cotidiano 07/12/2015 11h30Por Will Rodrigues
Para se ter um carro não basta só abastecer e colocá-lo para rodar. Um seguro automotivo que ofereça indenização em caso de acidente, roubo ou furto é indispensável. No entanto, nos últimos anos, cooperativas comercializando a chamada proteção automotiva, uma espécie de seguro veicular para carros e caminhões, se alastraram pelo país, prejudicando um milhão de motoristas, segundo estimativa do Sindicato Nacional dos Corretores de Seguros (Sincor). Com apólices até 60% mais baratas, essas seguradoras piratas podem até parecer um bom negócio e muitos segurados só percebem o problema quando precisam usar o serviço por ocasião de um acidente ou roubo.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) mapeou a ação dessas associações e localizou mais de 500 entidades que comercializam a chamada “Proteção Automotiva” irregularmente em 18 estados do Brasil, duas delas com sede em Sergipe.
O presidente do Sincor no Estado, Érico Melo, alerta para os riscos da contratação das falsas seguradoras, que não prestam o serviço regulamentado. “O principal deles é que a empresa pode fechar suas portas a qualquer momento, deixando os clientes no prejuízo, como já aconteceu, já que não existem reservas que garantam as indenizações como nas seguradoras autorizadas a atuar pela Susep. Esse tipo de serviço é oferecido sem compromisso com o cliente”, afirma.
Com a promessa de custar menos, o ‘Seguro Pirata’ funciona assim: o cliente se filia à associação e paga apenas uma taxa associativa e uma mensalidade, que custa em média menos de R$ 20. Contudo, quando ocorre o sinistro, o segurado se depara com o rateio do valor do prejuízo para todos os associados, o que aumenta e muito os gastos, ou seja, na prática não há a garantia do bem.
Foi o que aconteceu com o gerente comercial Carlos Almeida. Depois de pagar regularmente o suposto “seguro”, teve o carro levado em um assalto em junho deste ano. A falsa seguradora estabeleceu um prazo de 30 dias para que o carro fosse recuperado, caso contrário pagaria imediatamente. Entretanto, em agosto, o sergipano descobriu que só deve receber em 2016. “Informaram que a única opção é entrar na fila do rateio, não tem outro jeito e, se eu acionar a Justiça, pode ser que demore mais”, conta.
O problema é que a atuação dessas associações que atuam no mercado marginal prejudica não só os consumidores, mas atinge também seguradoras, corretores, prestadores de serviço, o comércio, a indústria, os envolvidos em sinistros, a Receita Federal, o nível de emprego e renda do setor - ou seja, o prejuízo se espraia pelo país.O motorista que cair nesse golpe pode não somente buscar a Justiça como também fazer uma denúncia na Susep que, em parceria com o Ministério Público, investiga essas associações e na Justiça consegue aplicar multas de até R$ 331 milhões para as falsas seguradoras.
Para combater a atuação das “seguradoras piratas” em Sergipe, o Sincor criou uma comissão que também recebe as denúncias, apura a veracidade e remete aos órgãos competentes. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 79 3211-1588 e por intermédio do email combate@sincor-se.com.br. O sindicato ainda destaca que, antes de contratar esse serviço, é preciso conhecer todas as regras, garantias contratadas e as exclusões.
Foto: reprodução internet
Infográfico: Will Rodrigues/F5 News/elaborado em 06/12/2015

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